Transcription of Procalcitonina como biomarcador de prognóstico …
1 456 Rev. Col. Bras. Cir. 2012; 39(6): 456-461 AzevedoAzevedoAzevedoAzevedoAzevedoProca lcitonina como biomarcador de progn stico da sepse grave e choque s pticoArtigo OriginalArtigo OriginalArtigo OriginalArtigo OriginalArtigo OriginalProcalcitonina como biomarcador de progn stico da sepse grave eProcalcitonina como biomarcador de progn stico da sepse grave eProcalcitonina como biomarcador de progn stico da sepse grave eProcalcitonina como biomarcador de progn stico da sepse grave eProcalcitonina como biomarcador de progn stico da sepse grave echoque s pticochoque s pticochoque s
2 Pticochoque s pticochoque s pticoProcalcitonin as a prognostic biomarker of severe sepsis and septic shockProcalcitonin as a prognostic biomarker of severe sepsis and septic shockProcalcitonin as a prognostic biomarker of severe sepsis and septic shockProcalcitonin as a prognostic biomarker of severe sepsis and septic shockProcalcitonin as a prognostic biomarker of severe sepsis and septic shockJOS RAIMUNDO ARAUJO DE AZEVEDO1; ORLANDO JORGE MARTINS TORRES, TCBC-MA2; NICOLAU GREGORI CZECZKO, TCBC-PR3;FELIPE FRANCISCO TUON3; PAULO AFONSO NUNES NASSIF, TCBC-PR3; GLEIM DIAS DE SOUZA4 RESUMORESUMORESUMORESUMORESUMOO bjetivoObjetivoObjetivoObjetivoObjetivo: Avaliar a tend ncia da concentra o plasm tica e do clearance de Procalcitonina (PCT-c) como biomarcadores deprogn stico de pacientes com sepse grave e choque s ptico, comparado a um outro marcador precoce de progn stico representadopelo n mero de crit rios de SIRS no momento do diagn stico da sepse.
3 M todosM todosM todosM todosM todos: Estudo de coorte prospectivo observacional ondeforam inclu dos pacientes com sepse grave e choque s ptico. A concentra o s rica de Procalcitonina foi determinada no momentodo diagn stico da sepse e ap s 24 e 48 horas. Foram coletados dados demogr ficos, escore APACHE IV, escore SOFA na chegada,n mero de crit rios de SIRS no momento do diagn stico, sitio da infec o e resultados microbiol gicos. ResultadosResultadosResultadosResultados Resultados: Vinte e oitopacientes foram inclu dos, 19 cl nicos e nove cir rgicos.
4 Em 13 (46,4%) a fonte da sepse foi pulmonar, em sete abdominal (25,0%),em cinco urin ria (17,9%) e de partes moles em tr s casos (10,7%). Quinze pacientes tinham sepse grave e 13 choque s ptico. Amortalidade global foi cinco pacientes (17,9%), tr s deles com choque s ptico. Vinte e oito determina es de PCT foram realizadasno momento do diagn stico da sepse, 27 ap s 24 horas e 26 ap s 48 horas. A concentra o inicial n o se mostrou expressivamentediferente entre os grupos sobreviventes e n o sobreviventes, mas as diferen as entre os dois grupos ap s 24 e 48 horas alcan aramsignific ncia estat stica expressiva.
5 N o se observou diferen a em rela o ao n mero de crit rios de SIRS. O clearance de procalcitoninade 24 horas mostrou-se expressivamente mais elevado no grupo de sobreviventes (-3,0 versus -300,0, p=0,028). Embora o clearancede Procalcitonina de 48 horas tenha mostrado resultado mais elevado no grupo de sobreviventes comparado aos n o sobreviventes,a diferen a n o alcan ou signific ncia estat stica. Conclus oConclus oConclus oConclus oConclus o: Concentra es persistentemente elevadas de Procalcitonina noplasma, assim como, redu o do PCT-c 24 horas, associaram-se eleva o expressiva da mortalidade de pacientes com sepse gravee choque s : Pacientes.
6 Progn stico. Sepse. Choque s ptico. Marcadores biol realizado na IUnidade de Terapia Intensiva do Hospital S o Domingos, S o Luis, MA, e IIPrograma de P s-Gradua o em Princ pios daCirurgia da Faculdade Evang lica do Paran /Hospital Universit rio Evang lico de Curitiba, Curitiba, PR, Coordenador da Unidade de Terapia Intensiva. Hospital S o Domingos; 2. Cirurgi o do Departamento de Cirurgia do Hospital S o Domingos;3. Professor Permanente do Programa de P s Gradua o em Princ pios da Cirurgia do Instituto de Pesquisas M dicas da Faculdade Evang licado Paran.
7 Do Programa de P s Gradua o em Princ pios da Cirurgia do Instituto de Pesquisas M dicas da Faculdade Evang lica doParan /Hospital Universit rio Evang lico de Curitiba, Curitiba, PR, OINTRODU OINTRODU OINTRODU OINTRODU OA Procalcitonina (PCT), pept deo precursor da calcitonina, horm nio envolvido na homeostase do c lcio, apre-senta n veis s ricos extremamente reduzidos em indiv du-os normais (0,1 a 0,5ng/ml). Em resposta a est mulo infec-cioso bacteriano o n vel s rico da Procalcitonina se elevade forma substancial e o seu papel na resposta inflamat -ria inclui fun es quimiot xicas, modula o da xido n trico-sintetase induz vel e indu o de citocinas, entre rios estudos demonstraram que aprocalcitonina apresenta elevada sensibilidade eespecificidade para distinguir SIRS (S ndrome da RespostaInflamat ria Sist mica) de sepse6, pneumonia bacterianade outros processos inflamat rios pulmonares7 e necrosepancre tica de necrose s ptica do p ncreas8.
8 Determina- es seriadas de PCT t m sido utilizadas para determinaro tempo de tratamento de pneumonias e outras infec- recentemente, a PCT vem sendo utilizadacomo biomarcador de progn stico. Na sepse grave e nochoque s ptico determina es isoladas dos n veis s ricosde PCT t m mostrado resultados vari veis10-15. A maioriados estudos refere que n o poss vel, com base em valo-res elevados de PCT, predizer desfecho do paciente animadores foram obtidos por estudos que en-volveram n mero reduzido de pacientes e mostraram quedetermina es seriadas de PTC correlacionam-se com oprogn stico12, estudos recentes, Guan et e Ruiz-Rodriguez et sugeriram, analisando pequenascasu sticas, que altera es din micas da PCT poderiam serAzevedoAzevedoAzevedoAzevedoAzevedoPr ocalcitonina como biomarcador de progn stico da sepse grave e choque s ptico457 Rev.
9 Col. Bras. Cir. 2012; 39(6): 456-461preditoras de desfecho em pacientes com sepse grave echoque s identifica o de um marcador de progn sticoque, ao final de 24 a 48 horas de tratamento da sepsegrave e choque s ptico, possa predizer o desfecho poderiaser de grande utilidade, no sentido de propiciar a reavalia odo paciente, identificar fontes perpetuadoras de gravida-de, permitindo interven es e altera es de conduta. Oacr scimo desse marcador rotina de avalia o do paci-ente com sepse grave e choque s ptico tratado de acordocom as estrat gias do Surviving Sepsis Campaign18 poder trazer contribui o adicional no sentido de estudos procuraram estabelecer rela oentre a intensidade da resposta inflamat ria sist mica e odesfecho da sepse e do choque s ptico.
10 Rangel-Frausto , analisaram mais de 2500 pacientes com SIRS de cau-sa infecciosa e encontraram correla o significativa entregravidade da SIRS traduzida pelo n mero de crit rios posi-tivos e mortalidade. Sprung et , em estudo que incluiumais de 3000 pacientes internados em 198 UTIs de 24pa ses da Europa, mostraram que a presen a de mais doque dois crit rios de SIRS em pacientes infectados asso-ciou-se maior risco de desenvolvimento de sepse grave echoque s ptico, e esteve associado tamb m ao aumentoexpressivo da mortalidade. Na conclus o os autores suge-riram que os crit rios de SIRS, de f cil mensura o, devemser comparados em futuros estudos com outros marcadoresde diagn stico e progn stico da an lise de altera es din micas daprocalcitonina pode predizer precocemente o desfecho epropiciar interven es no sentido de mudar o curso do pa-ciente com sepse grave e choque s objetivo deste estudo foi o de avaliar a utilida-de da Procalcitonina (PCT-c)