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PROCONVE: PROGRAMA DE CONTROLE DE POLUI O DO AR POR VE CULOS AUTOMOTORES Em um momento em que os cen rios de crescimento trazem proje es otimistas para a maior parte dos segmentos da economia brasileira, o setor de transportes experimenta novos rumos, com modais disputando territ rios e fatias do mercado de movimenta o de cargas e passageiros. Contudo, os problemas decorrentes da expans o da frota e das emiss es atmosf ricas, sobretudo nas grandes cidades, tem demandado a cont nua melhoria da qualidade dos combust veis e da tecnologia dos ve culos, al m de solu es de mobilidade urbana, que constituem um conjunto de medidas necess rias ao alcance e manuten o de padr es de qualidade do ar compat veis com a prote o da sa de das popula es plano de an lise tem destaque o setor de transporte rodovi rio.

PROCONVE: PROGRAMA DE CONTROLE DE POLUIÇÃO DO AR POR VEÍCULOS AUTOMOTORES Em um momento em que os cenários de crescimento trazem projeções otimistas para a maior parte

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1 PROCONVE: PROGRAMA DE CONTROLE DE POLUI O DO AR POR VE CULOS AUTOMOTORES Em um momento em que os cen rios de crescimento trazem proje es otimistas para a maior parte dos segmentos da economia brasileira, o setor de transportes experimenta novos rumos, com modais disputando territ rios e fatias do mercado de movimenta o de cargas e passageiros. Contudo, os problemas decorrentes da expans o da frota e das emiss es atmosf ricas, sobretudo nas grandes cidades, tem demandado a cont nua melhoria da qualidade dos combust veis e da tecnologia dos ve culos, al m de solu es de mobilidade urbana, que constituem um conjunto de medidas necess rias ao alcance e manuten o de padr es de qualidade do ar compat veis com a prote o da sa de das popula es plano de an lise tem destaque o setor de transporte rodovi rio.

2 Segundo dados da Ag ncia Nacional de Transportes Terrestres ANTT (2010), o transporte rodovi rio interestadual e internacional de passageiros no Brasil - um servi o p blico essencial - respons vel por uma movimenta o superior a 140 milh es de usu rios/ano (quase 95% do total dos deslocamentos realizados no pa s).Na esfera do transporte urbano e interurbano de passageiros, dados da ANTP - Associa o Nacional de Transportes P blicos de 2008 mostram que nas cidades brasileiras com mais de 60 000 habitantes, cerca de 56% das viagens s o feitas por meio rodovi rio, sendo o transporte por nibus (urbanos e metropolitanos) respons vel por 26%, contra 30% da motoriza o individual (carros e motos).37,90%2,90%2,80%27%4,70%21,20%3,5 0%A p BicicletaMotocicletaAutom vel nibus Metropolitano nibus municipalTrensA movimenta o de cargas no pa s ainda prioritariamente dependente do transporte rodovi rio.

3 Mesmo que os n meros tenham pequenas diferen as entre si, a participa o porcentual do transporte rodovi rio est entre 61,1% (ANTT, 2006) e 59%, segundo o Minist rio dos Transportes em seu PNLT - Plano Nacional de Log stica de Transportes. para ambas institui es o modal ferrovi rio contribui com algo entre 20,7 e 24% da carga transportada, contra cerca de 13% do hidrovi rio, 4% do dutovi rio e 0,4% do aerovi rio .As crescentes taxas de urbaniza o, a defici ncia de pol ticas p blicas de transporte em massa, a retomada do crescimento econ mico, inclusive com incentivos produ o e consumo de ve culos, t m implicado num aumento expressivo da motoriza o individual (autom veis e motociclos) e apontam para cen rios futuros de forte expans o dessa frota.

4 O mesmo vale para a frota de ve culos pesados. Nesse ponto, assimetrias profundas se observam tamb m no transporte de cargas, cuja log stica baseada prioritariamente no transporte por caminh es, relega a planos de menor express o modais como o ferrovi rio e o aquavi rio (incluindo o de cabotagem), de grande efici ncia na distribui o de mercadorias e bens em um pa s com dimens es continentais como o Brasil. Modos de deslocamento nas cidades brasileiras com popula o superior a habitantes (Fonte: ANTP) Porcentual relativo da participa o dos diferentes modais no transporte de cargas no Brasil (ANTT, 2006; Minist rio dos Transportes, 2009)Os n meros crescentes da frota no pa s e as sabidas condi es prec rias de sua manuten o mostravam que desde os anos 80, e principalmente na ltima d cada, tornava-se determinante reduzir os n veis de emiss o dos principais poluentes veiculares, entre eles o mon xido de carbono (CO), xidos de nitrog nio (NOx), hidrocarbonetos (HC), material particulado (MP), alde dos (CHO), xidos de enxofre (SOx) e compostos de chumbo (Pb)1.

5 Inclui-se a o di xido de carbono (CO2) que, embora n o seja considerado um poluente devido sua baixa toxidade, deve ser levado em considera o, pois comp e os gases que contribuem para o efeito , em 06 de maio de 1986, a Resolu o n 18 do CONAMA criou o PROGRAMA de CONTROLE de Polui o do Ar por Ve culos Automotores PROCONVE, coordenado pelo IBAMA, e que veio definir os primeiros limites de emiss o para ve culos leves, e contribuir para o atendimento aos Padr es de Qualidade do Ar institu dos pelo PRONAR. Em 28 de outubro de 1993 a lei n endossou a obrigatoriedade de reduzir os n veis de emiss o dos poluentes de origem veicular, contribuindo para induzir o desenvolvimento tecnol gico dos fabricantes de combust veis, motores e autope as, e permitindo que ve culos nacionais e importados, passassem a atender aos limites cumprimento dessas exig ncias aferido por meio de ensaios padronizados em dinam metro e com combust veis de refer ncia.

6 Al m disso, o PROCONVE tamb m imp e a certifica o de prot tipos e o acompanhamento estat stico em ve culos na fase de produ o (ensaios de produ o), a autoriza o do IBAMA para uso de combust veis alternativos, o recolhimento ou reparo de ve culos e motores encontrados em desconformidade com a produ o ou projeto, e a proibi o da comercializa o de modelos de ve culos n o homologa o de prot tipos , de fato, o maior sustent culo do PROCONVE, e faz com que as montadoras apliquem conceitos de projetos que assegurem um baixo potencial poluidor aos ve culos novos, e uma taxa de deteriora o das emiss es ao longo de sua vida til t o baixa quanto poss vel. Outro ponto importante a ressaltar que o CONTROLE pelo PROGRAMA se d a partir da classifica o dos ve culos em raz o de seu Peso Bruto Total - PBT, sendo que as fases caracterizadas por "L para ve culos leves e "P para ve culos pesados, vem sendo implantadas segundo cronogramas diferenciados.

7 1- Os limites m ximos de emiss o dos compostos de chumbo (Pb) n o s o regulamentados no Brasil, em fun o de ter sido abolido o uso do chumbo tetraetila como aditivo da gasolina na d cada de do transporte de cargas no Brasil% de participa o dos ModaisEstrat gia de implanta o do PROCONVE para ve culos leves (Fases L )FaseImplanta oCaracter stica / inova oFase L-11988-1991 Caracterizada pela elimina o dos modelos mais poluentes e aprimoramento dos projetos dos modelos j em produ o. Iniciou-se tamb m nesta fase o CONTROLE das emiss es evaporativas As principais inova es tecnol gicas que ocorreram nesta fase foram: reciclagem dos gases de escapamento para CONTROLE das emiss es de NOx; inje o secund ria do ar no coletor de exaust o para o CONTROLE de CO e HC; implanta o de amortecedor da borboleta do carburador para CONTROLE do HC e a otimiza o do avan o da igni L-21992-1996A partir dos limites verificados na Resolu o CONAMA 18 de 1986, nessa fase investiu-se na adequa o de catalisadores e sistemas de inje o eletr nica para uso com mistura de etanol, em propor o nica no mundo.

8 As principais inova es nos ve culos foram a inje o eletr nica, os carburadores assistidos eletronicamente e os conversores catal ticos. Em 1994 iniciou-se o CONTROLE de ru do dos ve L-31997-2004Em face da exig ncia de atender aos limites estabelecidos a partir de 1 de janeiro de 1997 (Resolu o CONAMA 15 de1995), ocorreram redu es bastante significativas em rela o aos limites anteriores, e o fabricante/importador empregou, conjuntamente, as melhores tecnologias dispon veis para a forma o de mistura e CONTROLE eletr nico do motor como, por exemplo, o sensor de oxig nio ( denominado "sonda lambda").Fase L-42005-2008 Tendo como refer ncia a Resolu o CONAMA N 315 de 2002, a prioridade nesta fase que teve in cio no ano de 2005 a redu o das emiss es de HC e NOx, (subst ncias precursores de Oz nio).

9 para o atendimento desta fase, se deu o desenvolvimento de motores com novas tecnologias como a otimiza o da geometria da c mara de combust o e dos bicos de inje o, o aumento da press o da bomba injetora e a inje o eletr L-52009-2013 Com os limites de emiss o da Resolu o CONAMA N 315 de 2002, da mesma forma que na fase L-4, a prioridade na fase L-5 a redu o das emiss es de HC e NO. De maneira an loga fase L-4, as inova es tecnol gicas se deram na otimiza o da geometria da c mara de combust o e dos bicos, o aumento da press o da bomba injetora e a inje o eletr nica. Nesta fase deu-se a redu o de 31% das emiss es de hidrocarbonetos n o-metano para os ve culos leves do ciclo Otto e de 48% e 42% para as emiss es de NOx para os ve culos leves do ciclo Otto e Diesel, respectivamente.

10 Al m disso, as emiss es de alde dos foram reduzidas em, aproximadamente, 67% para os ve culos do ciclo que trata dos limites de emiss o para ve culos leves, os gr ficos a seguir sintetizam sua evolu o em cada fase j implantada ou em o dos limites de CO, HC, NOx e CHO para ve culos leves (Fases PROCONVE L)VE CULOS LEVES COMERCIAISCom o aumento significativo da frota de ve culos leves comerciais, o PROCONVE tamb m se voltou para esse segmento. A Resolu o do Conama n 15, de 13 de dezembro de 1995, fixou ent o limites m ximos de emiss es para vans e de emiss o para ve culos leves comerciais, em vigor a partir de 01/01 culos com massa espec fica at kg Ve culos com massa espec fica acima de kgMon xido de carbono (CO g/km)2,06,2 Hidrocarbonetos (HC g/km)0,30,5 xidos de nitrog nio (NOx g/km)0,61,4 Material particulado (MP** g/km)0,1280,16 Alde dos (CHO* g/km)0,030,06* exceto para ve culos com motores do ciclo diesel.


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