Transcription of PROTOCOLO DE OBSERVAÇÃO …
1 Rev. CEFAC, S o PauloPROTOCOLO DE OBSERVA O COMPORTAMENTAL PROC: VALORES DE REFER NCIA PARA UMA AN LISE QUANTITATIVAB ehavioral Observation Protocol: reference values for a quantitative analysisSimone Rocha de Vasconcellos Hage (1), Tatiane Cristina Pereira (2), Jaime Luiz Zorzi (3)RESUMOO bjetivo: obter valores de refer ncia para PROTOCOLO de observa o comportamental (PROC) sobre o desenvolvimento de habilidades comunicativas e de esquemas simb licos em crian as com desen-volvimento t pico de linguagem. M todo: foram avaliadas 44 crian as entre 24 e 47 meses de ambos os g neros, selecionadas em escolas de educa o infantil, por meio de triagem do desenvolvimento global Denver II e question rio com os pais.
2 Todas as crian as foram filmadas durante 30 minutos em intera o com um adulto em atividade envolvendo brinquedos. As grava es foram analisadas por meio do PROC. A an lise estat stica descreveu valores de m dia, mediana, valores m nimos e m ximos. Foi utilizado o teste T de Student para compara o das idades. Resultados: nas habili-dades comunicativas, as crian as do estudo mostraram evolu o com a idade (m dia para tr s e dois anos, respectivamente: 58,12 e 51,44), apesar de n o ter sido encontrada diferen a estatisti-camente significante para as faixas et rias comparadas (p=0,486). Quanto ao item compreens o verbal, as crian as de tr s anos obtiveram melhor desempenho que as de dois (respectivas m dias: 59,41 e 50,70), havendo diferen a estatisticamente significante (p=0,0000020).
3 Em rela o ao item aspectos do desenvolvimento cognitivo, as crian as de tr s anos apresentaram melhor desempenho em compara o com as de dois (respectivas m dias: 44,53 e 31,96), havendo diferen a estatistica-mente significante entre as pontua es obtidas (p=0,00364), mostrando que as crian as evoluem na hierarquia do simbolismo. Conclus o: a obten o de valores de refer ncia para o PROC veio combinar an lise qualitativa e quantitativa, contribuindo, al m do diagn stico, para o acompanha-mento objetivo de processos terap uticos. DESCRITORES: Protocolos; Observa o; Comportamento; Avalia o; Linguagem Infantil; Testes de Linguagem(1) Fonoaudi loga; Professora Associada do Departamento de Fonoaudiologia da Universidade de S o Paulo FOB/USP, Bauru, SP, Brasil; Doutora em Neuroci ncias pela Universi-dade Estadual de Campinas UNICAMP.
4 (2) Fonoaudi loga Cl nica; Mestre em Fonoaudiologia pelo Programa de P s-Gradua o em Fonoaudiologia da Uni-versidade de S o Paulo FOB-USP; Bauru, SP, Brasil.(3) Fonoaudi logo; Professor Doutor do Instituto CEFAC Sa de e Educa o, S o Paulo, SP, Brasil; Doutor em Educa o pela Universidade Estadual de Campinas UNICAMP. Conflito de interesses: inexistentecognitivos infantis1 foi elaborado em 2004 com o objetivo de sistematizar a avalia o de crian as pequenas quanto ao desenvolvimento das habi-lidades comunicativas e cognitivas por meio de observa o comportamental.
5 Seu principal inte-resse tem sido o de ser um instrumento til na detec o precoce de crian as com altera es no desenvolvimento da linguagem, mesmo antes do aparecimento formal da motiva o deste interesse o fato de muitas crian as chegarem aos consult rios fonoaudiol -gicos tardiamente, ap s os 48 meses, com queixa de atraso no desenvolvimento da linguagem e, com frequ ncia, tamb m no desenvolvimento da a o simb lica2. Infelizmente, os dist rbios da INTRODU OO PROTOCOLO de Observa o Comportamental (PROC) avalia o de linguagem e aspectos Hage SRV, Pereira TC, ZorziRev.
6 CEFAC, S o Paulo M TODOF oram avaliadas 51 crian as entre 24 e 48 meses, de ambos os g neros. Destas, 44 foram eleitas por atenderem aos crit rios de inclus o descritos a seguir. As crian as foram selecio-nadas em escolas de educa o infantil do interior do Estado de S o Paulo, com m dia de idade de 35 meses (2:11). Os crit rios de inclus o foram: apresentar hist rico de audi o, desenvolvimento global e de linguagem sem indicativos de altera o e exibir resultado Normal em Teste de Triagem de Desenvolvimento nas diferentes reas verificar o hist rico de desenvolvimento da crian a foi aplicado question rio com os pais e/ou respons veis sobre o desenvolvimento da crian a.
7 As perguntas contemplavam dados sobre a sa de dela, desenvolvimento global, de linguagem e audi o. J para a verifica o do desenvolvimento maturacional da crian a foi aplicado o Teste de Triagem de Desenvolvimento Denver II TTDD II13 . O TTDD II um instrumento de detec o precoce de poss veis altera es do desenvolvi-mento infantil que investiga quatro reas por meio de 125 itens: motor adaptativo-delicado, motor grosseiro, pessoal-social e linguagem. um teste padronizado que pode ser usado como refer ncia na observa o do desenvolvimento das crian as de 0 a 6 anos.
8 No campo linguagem os itens avaliados abarcam produ o de sons, capacidade de reco-nhec -los, uso e entendimento da linguagem, de acordo com a idade. Conforme instru es do TTDD II, cada uma das reas avaliadas classificada como Normal quando a crian a executa atividade prevista para a idade; Cautela quando a crian a n o executa ou recusa-se a realizar atividade que j feita por 75 a 90% das crian as daquela idade; e Atraso quando a crian a n o executa ou recusa--se a realizar atividade que j executada por mais de 90% dos que t m sua TTDDII apontado como um instrumento de alta sensibilidade14, sendo este um atributo impor-tante para testes de triagem indicados na avalia o de grande n mero de crian as.
9 Ressalta-se que um dos pesquisadores realizou treinamento com certifi-ca o para a aplica o do crian as foram exclu das da amostra por n o atenderem a um ou aos dois crit rios de inclus o. Estas crian as foram encaminhadas para centros de atendimento fonoaudiol gico nas cidades de origem para avalia o mais detalhada, j que o teste de triagem aplicado n o tem car ter diagn forma, das 44 crian as que fizeram parte da amostra, 27 crian as eram da faixa et ria de 24 a 35 meses (2 anos a 2 anos e 11 meses) e comunica o s o transtornos de baixa visibilidade e por isso, muitas vezes, s o identificados tardia-mente3, mesmo nos dias es de linguagem em crian as pequenas representam um dos principais fatores de risco para futuros problemas de aprendizagem e de sa de mental.
10 Problemas desta ordem podem muitas vezes repercutir na evolu o futura da crian a com importantes consequ ncias em termos educacio-nais, mesmo quando os n veis de desenvolvimento da intelig ncia e da capacidade receptiva est o normais. Neste sentido, h a necessidade de que haja instrumentos que possibilitem um conjunto de ind cios suficientemente capaz de detectar crian as apresentando problemas de linguagem, mesmo na aus ncia de outros PROC foi organizado no sentido de propor uma situa o planejada na qual se possa observar por 30 a 40 minutos e registrar em v deo, a inte-ra o de crian as entre 12 e 48 meses com o examinador, envolvendo brinquedos pr -selecio-nados.