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FISIOLOGIA DO SISTEMA SOMATOSSENSORIAL Glauce …

FISIOLOGIA DO SISTEMA SOMATOSSENSORIAL . Glauce Crivelaro Nascimento Considera es Iniciais Para apresentar a FISIOLOGIA do SISTEMA Sensorial podemos dar enfoque especial em diferentes aspectos: como o est mulo captado; como ocorre o processamento central da informa o; podem-se abordar sistemas sensoriais espec ficos (sensorial som tico ou sentidos especiais). Considerando que a codifica o da informa o sensorial possui caracter sticas similares independentemente da modalidade sensorial avaliada, ou seja, o tato, a temperatura, vis o, olfato, ou a gusta o, iremos apresentar nesta exposi o como ocorre a Codifica o de um est mulo sensorial. Introdu o A sensa o e a percep o s o consideradas os pontos iniciais da pesquisa moderna dos processos mentais. Dentro desta perspectiva, no in cio do s culo XIX o fil sofo franc s Auguste Comt (1798-1857) sugeriu que o estudo dos comportamentos deveria se tornar uma parte das ci ncias biol gicas e que as leis que governariam a mente humana deveriam ser derivadas da observa o objetiva.

Os órgãos dos sentidos nos seres humanos podem ser muito complexos. A cóclea da ... A grande vantagem da utilização de segundos mensageiros na codificação do estímulo é a amplificação do estímulo que ocorre pela participação deste segundo mensageiro. Na olfação, poucas moléculas odoríferas podem ligar-se a sítios receptores ...

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1 FISIOLOGIA DO SISTEMA SOMATOSSENSORIAL . Glauce Crivelaro Nascimento Considera es Iniciais Para apresentar a FISIOLOGIA do SISTEMA Sensorial podemos dar enfoque especial em diferentes aspectos: como o est mulo captado; como ocorre o processamento central da informa o; podem-se abordar sistemas sensoriais espec ficos (sensorial som tico ou sentidos especiais). Considerando que a codifica o da informa o sensorial possui caracter sticas similares independentemente da modalidade sensorial avaliada, ou seja, o tato, a temperatura, vis o, olfato, ou a gusta o, iremos apresentar nesta exposi o como ocorre a Codifica o de um est mulo sensorial. Introdu o A sensa o e a percep o s o consideradas os pontos iniciais da pesquisa moderna dos processos mentais. Dentro desta perspectiva, no in cio do s culo XIX o fil sofo franc s Auguste Comt (1798-1857) sugeriu que o estudo dos comportamentos deveria se tornar uma parte das ci ncias biol gicas e que as leis que governariam a mente humana deveriam ser derivadas da observa o objetiva.

2 Estava sendo descrito o Positivismo, influenciado pelos brit nicos George Berkeley e David Hume, os quais apoiavam a id ia de que todo o conhecimento obtido atrav s das EXPERI NCIAS SENSORIAIS. Surgiram quest es b sicas: Como um est mulo sensorial leva a uma experi ncia subjetiva? Qual a seq ncia de eventos fisiol gicos? Para atender a estas quest es pioneiros da experi ncia psicol gica Ernst Weber (1795-1878), Gustav Fechner (1801-1887), Hermann Helmholtz (1821- 1894) e Wilhelm Wundt (1832-1920) propuseram a seguinte teoria: as sensa es diferem com rela o ao tipo de est mulo que s o capazes de codificar, mas todas as sensa es dividem tr s passos comuns: 1. Um est mulo f sico;. 2. Uma seq ncia de eventos que transformam o est mulo em um impulso nervoso;. 3. A resposta a este est mulo como uma percep o, ou seja, uma experi ncia consciente da sensa o.. Neste sentido, o estudo dos sistemas sensoriais foi dividido em duas vertentes, a Psicof sica respons vel pela rela o entre as caracter sticas f sicas do est mulo e a experi ncia associada a este.

3 E a FISIOLOGIA Sensorial que avalia as conseq ncias neurais do est mulo, ou seja, como o est mulo codificado por receptores sensoriais e processados pelo enc falo. 1. FISIOLOGIA dos Sistemas Sensoriais Todas as vias sensitivas possuem elementos em comum. Elas iniciam com um est mulo interno ou externo, que ativa um receptor sensitivo. O receptor um transdutor que converte o est mulo em potenciais el tricos graduados. Se os potenciais graduados atingem o limiar, eles passam a formar potenciais de a o que transportado do receptor pelo prolongamento ax nico do receptor, a fibra aferente prim ria, do neur nio sensitivo prim rio, at o SISTEMA nervoso central (SNC), onde os sinais s o integrados. Alguns est mulos ativam reas do c rtex cerebral e tornam-se conscientes, mas outros acontecem sem a nossa percep o consciente. Como exemplos de est mulos sensoriais conscientes, temos sentidos especiais (vis o, gusta o, olfa o, equil brio e a audi o) e alguns est mulos somatossensoriais (tato, temperatura, dor, press o e propriocep o).

4 Por outro lado, alguns est mulos sensoriais s o subconscientes, tais como a percep o do grau de extens o e estiramento muscular, a press o art ria, a osmolaridade dos fluidos corporais, o pH sangu neo, a temperatura interna, concentra o de glicose no sangue. As diferentes formas de energia (mec nica, luminosa, qu mica) s o captadas pelos nossos receptores sensoriais, e transformados em um potencial de a o, um sinal que transmitido e reconhecido pelo nosso SNC. A capacidade de reconhecermos cada est mulo como nico derivado da ativa o de vias sensoriais espec ficas, ou seja, cada modalidade sensorial trafega por um conjunto de neur nios espec ficos, uma via codificada. Este princ pio ficou conhecido como Princ pio da Linha Rotulada e foi descrita por Johannes Muller em 1826. Para que os est mulos sensoriais tornem-se sensa es sensoriais espec ficas, temos que reconhecer al m da natureza do est mulo (modalidade), tem que ser codificado a localiza o, a intensidade e a dura o do est mulo.

5 Receptores Sensoriais Os receptores no SISTEMA sensitivo variam amplamente em complexidade, abrangendo desde termina es ramificadas de um nico neur nio sensitivo, at rg os sensitivos multicelulares, tais como o olho. Os rg os dos sentidos nos seres humanos podem ser muito complexos. A c clea da orelha cont m cerca de receptores sensoriais e mais de um milh o de partes associadas, e o olho humano possuem cerca de 126 milh es de receptores sensitivos. Os receptores mais simples s o os receptores somatossensitivos, que consistem de um nico neur nio com extremidades nervosas livres . Nos receptores somatossensitivos mais complexos, as extremidades nervosas s o encapsuladas por tecido conjuntivo. Os ax nios dos receptores somatossensitivos (fibras aferentes prim rias) podem ser mielinizados ou desmielinizados. Os sentidos especiais (audi o, vis o, equil brio, gusta o e olfa o) t m rg os sensitivos com c lulas receptoras altamente especializadas. Os receptores para o olfato s o neur nios, mas os 2.

6 Outros sentidos utilizam c lulas receptoras n o-neurais que fazem sinapse com neur nios sensitivos. Outras partes n o-neurais do corpo freq entemente atuam como acess rios dos receptores sensitivos, tais como o cristalino e a c rnea do olho e os p los dos bra os. Os receptores sensoriais s o as primeiras c lulas em cada via sensorial respons vel pela transforma o de uma determinada energia, um est mulo, em uma energia el trica, ou seja, numa altera o graduada do potencial de membrana do receptor. Esta primeira altera o que ocorre no receptor derivada do est mulo denominada de Potencial Receptor. V rios s o os mecanismos que promovem altera es el tricas nos receptores: deforma o mec nica (mecanorreceptores);. altera o t rmica (termorreceptores); est mulos qu micos (quimiorreceptores); e pelo efeito da radia o eletromagn tica, como a luz (fotorreceptores). O Potencial Receptor graduado, e dependente da intensidade e da dura o do est mulo. Este processo de converter uma determinada forma de energia em sinal el trico denominado de Transdu o do est mulo.

7 Os receptores s o especializados em converter determinadas formas de est mulos, a especificidade do receptor, para isto utilizam mecanismos nicos. Os mecanorreceptores possuem em sua membrana canais cati nicos sens veis a deforma es mec nicas, e quando isto ocorre h abertura destes canais, permitindo a passagem de ons que promovem a altera o do potencial de membrana. Outro exemplo de gera o de potencial receptor pode ser dado pelo mecanismo de despolariza o dos quimiorreceptores e fotorreceptores, os quais utilizam um segundo mensageiro para codifica o do est mulo. Neste caso, o est mulo qu mico ou eletromagn tico ir ativar um segundo mensageiro intracelular (Ex. uma prote na G), o qual poder . alterar a condut ncia el trica da c lula. A grande vantagem da utiliza o de segundos mensageiros na codifica o do est mulo a amplifica o do est mulo que ocorre pela participa o deste segundo mensageiro. Na olfa o, poucas mol culas odor feras podem ligar-se a s tios receptores acionando a cascata de segundo mensageiros capazes de abrir v rios canais i nicos na c lula receptora.

8 Quando esta altera o do potencial de membrana atinge o limiar do receptor, ocorre abertura de canais i nicos voltagem-dependente e a forma o do Potencial de A o, o qual ser ent o transmitido pela fibra nervosa aferente prim ria. A gera o de potenciais de a o ser proporcional ao potencial receptor, desta maneira quando maior o potencial receptor graduado, maior o n mero de potenciais de a o gerados, sempre lembrando que os potenciais de a o obedecem a lei do tudo-ou-nada, ou seja, n o s o graduados como pode ocorrer com o potencial receptor, ap s iniciados possuem caracter sticas nicas e invari veis de despolariza o e repolariza o de membrana. A um passo da codifica o do est mulo Todos os est mulos s o convertidos em potenciais de a o nos neur nios sensitivos prim rios. No entanto, somos capazes de distinguir diferentes tipos de est mulos, mec nicos, 3. sonoros, gustativos. Isto ocorre, pois nosso organismo capaz de determinar a natureza (ou modalidade) do est mulo, sua localiza o, sua intensidade e a sua dura o.

9 I. Modalidade Sensitiva: em situa es normais, cada receptor somente pode ser ativado por um tipo de energia, ou seja, um est mulo adequado. No entanto, quando um est mulo relativamente alto, pode ocorrer a ativa o inespec fica do receptor. Por exemplo, durante uma luta, um boxeador pode receber um grande impacto no rosto, que o faz ver estrelas ou feixes luminosos. Este o resultado da estimula o inespec fica dos fotorreceptores por um est mulo nocivo, ou seja, n o o est mulo adequado para o fotorreceptor. Este est mulo produz uma imagem visual, pois este receptor est . conectado a vias centrais respons veis pela percep o visual. Podemos ter ainda receptores sensoriais especializados para uma caracter stica espec fica. Na gusta o, por exemplo, temos receptores especializados para o doce, o salgado, o azedo, o amargo. Os objetos podem ser descritos visualmente com rela o sua forma, a sua cor e movimento, enquanto que o tato determina a textura, a temperatura e a rigidez. S o as submodalidades sensoriais.

10 II. Localiza o do est mulo: neste caso, esta caracter stica do est mulo determinada pelo conjunto de neur nios sensitivos que ativada pelo est mulo. As regi es sensitivas do enc falo possuem uma detalhada organiza o quanto proveni ncia do est mulo, e os sinais de receptores sensitivos adjacentes processado em colunas adjacentes no c rtex encef lico. Este arranjo preserva a organiza o topogr fica dos receptores da pele, dos olhos ou de outras regi es nos centros de processamento do enc falo. Para esta organiza o, cada receptor sensorial respons vel por captar informa es perif ricas de uma determinada rea, ou seja, possui um campo receptivo. Estes campos receptivos podem ter forma irregular e frequentemente se sobrep em aos campos receptivos de neur nios adjacentes. Se neur nios sensoriais prim rios convergirem para um mesmo neur nio secund rio seus campos receptivos individuais passam a um nico campo receptivo maior. A. converg ncia de est mulo permite que est mulos sublimiares m ltiplos se somem em neur nios sensoriais secund rios gerando potenciais de a o e sendo agora transmitidos ao longo do SISTEMA nervoso central.


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