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PESQUISA QUALITATIVA - scielo.br

11~11 ARTIGOSPESQUISAQUALITATIVATIPOSFUNDAMENT AIS*ArildaSchmidtGodoyPALAVRAS-CHAVE:Est udodecaso,etnografia,pesquisadocumental, metodologia, :Casestudyresearch,ethnography,documents tudy,methodology,qualitativeresearch.* ProfessoradoDepartamentodeEduca odaUNESp, Administra ode EmpresasS oPaulo,v. 35, ,p, :TIPOSFUNDAMENTAISC ornocomentadono primeiroartigodestas rie',hojeemdiaa pesquisaqualitativaocupaumreconhecidolug arentreas v riaspossibilidadesde seestudaros fen menosqueenvolvemossereshumanose suasintrincadasrela- essociais,estabelecidasem sticasb sicasidenti-ficamos estudosdenominados/I qualitati-vos".Segundoestaperspectiva,um fen -menopodeser melhorcompreendidonocontextoem queocorree do qual parte,devendoser ,o pesquisadorvai acampobuscando/I captar"o fen menoemestudoa partirda perspectivadaspessoasneleenvolvidas,cons iderandotodosospontosde riostiposdedadoss ocoletadose analisadosparaquese entendaa din micado fen quest esamplasquev ose aclarando

11~11ARTIGOS PESQUISA QUALITATIVA TIPOS FUNDAMENTAIS * Arilda Schmidt Godoy PALAVRAS-CHAVE: Estudo de caso, etnografia, pesquisa documental, metodologia, pesquisa qualitativa.

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1 11~11 ARTIGOSPESQUISAQUALITATIVATIPOSFUNDAMENT AIS*ArildaSchmidtGodoyPALAVRAS-CHAVE:Est udodecaso,etnografia,pesquisadocumental, metodologia, :Casestudyresearch,ethnography,documents tudy,methodology,qualitativeresearch.* ProfessoradoDepartamentodeEduca odaUNESp, Administra ode EmpresasS oPaulo,v. 35, ,p, :TIPOSFUNDAMENTAISC ornocomentadono primeiroartigodestas rie',hojeemdiaa pesquisaqualitativaocupaumreconhecidolug arentreas v riaspossibilidadesde seestudaros fen menosqueenvolvemossereshumanose suasintrincadasrela- essociais,estabelecidasem sticasb sicasidenti-ficamos estudosdenominados/I qualitati-vos".Segundoestaperspectiva,um fen -menopodeser melhorcompreendidonocontextoem queocorree do qual parte,devendoser ,o pesquisadorvai acampobuscando/I captar"o fen menoemestudoa partirda perspectivadaspessoasneleenvolvidas,cons iderandotodosospontosde riostiposdedadoss ocoletadose analisadosparaquese entendaa din micado fen quest esamplasquev ose aclarandono decorrerda investiga o,o estudoqualitativopode,no entanto,serconduzidoatrav sde ,fornecendoumavis opanor mi-ca de tr stiposbastanteconhecidose uti-lizadosde pesquisaqualitativa.

2 A pesqui-sa documental,o estudode casoe a id iade se incluiro estudode docu-mentosenquantopossibilidadeda pesqui-A abordagemqualitativaoferecetr sdiferentespossibilidadesde se realizarpesquisa:a pesquisadocumental,o estudode casoe a :documentstudy, qualitativapode, primeiravista,pa-recerestranha,umavezque estetipodeinvestiga on ose revestede todosos as-pectosb sicosqueidentificamos ,no entanto,quea abor-dagemqualitativa,enquantoexerc ciodepesquisa,n ose apresentacomoumapro-postarigidamenteestr uturada,ela permi-te quea imagina oe a criatividadelevemos investigadoresa ,acreditamosquea pesquisadocumentalrepresentaumaformaquep odese reves-tir de umcar terinovador,trazendocon-tribui esimportantesno estudode mdisso,os documentosnormalmentes oconsideradosimportan-tes fontesde dadosparaoutrostiposdeestudosqualitativo s.

3 Merecendoportantoaten tra-balhode pesquisasempreenvolveo con-tatodiretodo pesquisadorcomo grupode pessoasqueser estudado,esquecemosqueos documentosconstituemumaricafontede examede materiaisdenaturezadiversa,queaindan oreceberamum tratamentoanal tico,ou quepodemserreexaminados,buscando-senovas e/ ouinterpreta escomplementares,constituio palavra/I documentos",nestecaso,deveser entendidade umaformaampla,incluindoos materiaisescritos(como,por1. GODOY, o pesquisaqualitativae Re-vistadeAdministra odeEmpresas,S oPaulo,v. 35,n. 2, p. 57-63,1995. 1995,Revistade Administra ode Empresas/ EAESP/ FGV,S oPaulo, ~LEARTIGOSto de umfen ,porexemplo,emanalisarastend nciasapresentadasna propagandade brinquedosno per odo1960-1990,asrevistase programasde televis oda po-ca constituemumaricafontede esem queo interessedopesquisador es-tudaro proble-maa partirdapr priaexpres-s oe linguagemdosindiv duos2.)

4 BAILEY,K. D. :FreePress, ,jornais,revistas,di rios,obrasliter rias,cient ficase t cnicas,cartas,memorandos,relat rios),as estat sticas(queproduzemumregistroordenadoe re-gularde v riosaspectosda vidade deter-minadasociedade)e os elementosicono-Partindode quest esamplasque v o seaclarandono decorrerda investiga o,o estudoqualitativopode,no entanto,ser conduzidoatrav sde ficos( como,porexemplo,sinais,gra-fismos,imagen s,fotografias,filmes).Taisdocumentoss o considerados1/prim rios"quandoproduzidosporpessoasquevivenc iaramdiretamenteo eventoqueest sendoestudado,ou 1/secund rios",quan-do coletadosporpessoasquen oestavampresentesporocasi oda suaocorr ,em v riassitua esde in-vestiga o,quecomentaremosa seguir,apesquisadocumentalse mostrapertinen-te e sicasdessetipode PESQUISA quepermiteo estudodepessoas s quaisn otemosacessof sico,porquen oest omaisvivasou porpro-blemasde dist quisermos,porexemplo,estudaras rela espatr o-em-pregadoantesda Revolu oIndustrial,teremosquerecorrera documentosdiver-sosde empresasda poca.

5 Umavezquen oser poss velencontrarpessoasquetenhamvividonaquel eper mdisso,os documentosconstituemumafonten o-reativa,as informa esne-les contidaspermanecemas mesmasap slongosper odosde con-sideradosumafontenaturalde informa- es medidaque,porteremorigemnumdeterminadoco ntextohist rico,econ mi-co e social,retratame oh , portan-to, o perigode altera ono comportamen-to dossujeitossobinvestiga tamb mapro-priadaquandoqueremosestudarlongosp er odosde tempo,buscandoidentificarumaou maistend nciasno comportamen-envolvidos,a comunica oescritaouiconogr ficatemse reveladode especialimport rios,autobiografiase notasde suic dios,quepodemconstituirumimportanteca-mi nhoparaa obten ode informa ,no entanto,cer-camas pesquisasde car utilizadosn oforampro-duzidoscomo prop sitode fornecerinfor-ma escomvistas investiga osocial,oquepossibilitav riostiposde.

6 Documentosautobiogr -ficose artigosde jornaispodemdistorcermuitospontosna tentativade construirumaboahist , poss veldizerqueelesrepresentamo pontode vistade indi-v duosquepossuemhabilidadeparaler eescrever,umavezqueas popula esquen oconseguemlidarcomessesbenscul-turaisn oter ooportunidadede registrarsuasexperi nciase viv maioriadosdocumentosregistramre-latosver bais,n oprovendoinforma essobrecomportamentosn o-verbais,que, s vezes,s oimprescind veisparase ana-lisaro sentidode mquenemsem-preos documentosconstituemamostrasrepresentati vasdo fen es,aquelesqueforampreservados,ou ques oacess veisao pes-quisador,dificilmentepossibilitar odadosv lidose confi arbitrariedadena escolhadosdoeu-RAE v.

7 35 n. 3 :TIPOSFUNDAMENTAISte dotenhaprivilegiadoas formasde co-munica oorale escrita,n oexcluioutrosmeiosde comunica oqueveiculeumconjuntode signifi-ca esde umemissorparaumreceptorpode,em princ pio,ser decifradapelast c-nicasde an lisede conte partedopressupostode que,portr sdo discursoaparente,simb licoe poliss mico,escon-de-seumsentidoqueconv rdios,a an lisede con-te dosofreuas influ nciasda buscadacientificidadee da objetividaderecorren-do a umenfoquequantitativoquelhe atri-bu lisedasmensagensent ose efetuavapormeiodo simplesc lculode freq ,as informa esobtidaspeloempregoda t cnicase reduziamaos ndicesde freq nciacomquesurgemcer-tas caracter sticasdo conte ne.

8 Cessidadede interpreta odosdadosen-contradosfez comquea an lisequalitati-va tamb mtivesselugardentroda t lise,o pesquisadorbuscacompreenderas caracter sticas,estruturasmentose tem ticasa seremexaminados,a faltade umformatopadr oparamuitosdelese a complexidadeda codifica odasinforma esnelescontidass oaspectosquet msidoapontadoscomopartedasdificuldadesme todol gicasenfrentadasporessetipode pesquisadocumentalpormeioda an lisedeconte doNa pesquisadocumental,tr saspectosdevemmereceraten oespecialporpartedo investigador:a escolhadosdocumen-tos,o acessoa elese a suaan escolhadosdocumentosn o umprocessoaleat rio,masse d emfun ode algunsprop sitos,id iasou hip ,paraumaan lisedo proces-so de avalia ode desempenhode umaempresa,o examedosformul riosutiliza-dospodeser muito n oser necess riose quisermosestu-daras formasde intera oentreos acessoa documentosoficiais,comoleise estatutos,ser maisf cildo que quelesdeusoparticularde umaempresaou os decar terpessoal,comoas cartas.

9 Poss velimaginarque,quandoopesquisadortrabalh acomdocumentosn o-pessoais,torna-semaisf o pesquisadorquefar usode documentospessoaisgeral-menteoptaporumap equenaamostragemou casosqueser oestudadosem documentos,o pesqui-sadordever se preocuparcoma codifi-ca oe a an an lisedeconte do,segundoa perspectivade Bar-d rr',temsidoumadast umins-trumentalmetodol gicoquese podeapli-car a discursosdiversose a todasas formasde comunica o,sejaqualfor a naturezado suaorigema an lisede con-Considerandoque a abordagemqualitativa,enquantoexerc ciode PESQUISA ,n o seapresentacomouma propostarigidamenteestruturada,ela permiteque a imagina oe acriatividadelevemos investigadoresa proportrabalhosque ou modelosqueest oportr sdosfrag-mentosde mensagenstomadosem consi-dera esfor odo analista , ent o,duplo.

10 Entendero sentidoda comunica o,comose fosseo receptornormal,e, principal-mente,desviaro olhar,buscandooutrasig-nifica o,outramensagem,pass velde seenxergarpormeioou ao ladoda ,o termo11an lisede con-te do"designa11um conjuntode t cnicasdean lisedas comunica esvisandoa obter,porprocedimentossistem ticose objetivosde des-cri odo conte dodas mensagens,indicado-res (quantitativosou n o)quepermitamainfer nciade conhecimentosrelativos s con-di esde produ o/recep o(vari veisinferi-das)destasmensagens">.3. BARDIN,L An lisede con-te :Edi es70, Idem,ibidem, ~lEARTIGOSo exameinicialda documenta oquenospermitir definir,commaisacuidade,quaisdocumentoss omaispromissoresparase analisaresseproblema,quaisosobjetivosda PESQUISA ,algumaship tesesprovis rias,assimcomoa especifica odocampono qualdeveremosfixarnossaaten tesese referen-ciaiste ricos,e definidosos procedimen-tosa seremseguidos,poderemosent oiniciara segundafase,de explora odomaterial,quenadamais do queo cum-primentodasdecis nossoexemplo,caber agoraao pesquisadorler os documentosselecionados,adotando,nestafas e,proce-dimentosde codifica o.


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