Transcription of CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO
1 CENTRAL DE MATERIAL ESTERILIZADO PROJETO DE REESTRUTURA O E AMPLIA O DO HOSPITAL REGIONAL DE FRANCISCO S Fl via Borges Leite1 INTRODU O Desde a descentraliza o do sistema de sa de brasileiro, ocorrida a partir de 1988 com a cria o do SUS, que viabilizou, entre outras conquistas, a universalidade da sa de, verificou-se a necessidade de unifica o e a integra o de servi os e a qualifica o dos profissionais. Os desafios s o muitos e envolvem revis es no financiamento, modelo institucional, modelo de aten o sa de, gest o de trabalho e a participa o social.
2 O presente artigo faz parte do projeto de reestrutura o e amplia o do Hospital Regional de Francisco S (HRFS), que atende a popula o da microrregi o de Francisco S do norte de Minas Gerais. Hoje, todos os servi os desse hospital funcionam de maneira prec ria e com baixa capacidade gerencial, sendo vis vel a necessidade de reestrutura o e amplia o, com muitos desafios envolvendo reas diversas como financiamento, aten o sa de, gest o e participa o social. Este artigo trata da CENTRAL de Materiais Esterilizados (CME) com a proposta de superar alguns desafios, para proporcionar um servi o de qualidade, com uma efici ncia de escala, decorrente do custo x benef cio de equipamentos, pessoal e investimento na estrutura f sica.
3 A CME uma unidade de apoio t cnico dentro do estabelecimento de sa de destinada a receber MATERIAL considerado sujo e contaminado, descontamin -los, prepar -los e esteriliz -los, bem como, preparar e esterilizar as roupas limpas oriundas da lavanderia e armazenar esses artigos para futura distribui o. No quadro atual, a CME n o atende s normas necess rias para um funcionamento eficaz. Na busca por racionalizar os gastos e otimizar os recursos dos servi os decorrentes do custo x benef cio de equipamentos, pessoal e investimento na estrutura f sica, a CME do HRFS se transformar numa CENTRAL de Materiais de esteriliza o da Microrregi o atendendo a um total de 173 leitos, prestando apoio t cnico ao centro cir rgico, obst trico, ambulat rio, semi-intensivo e ao atendimento de 1 Engenheira Civil.
4 Atua como t cnica da Coordena o Geral de Urg ncia e Emerg ncia CGUE do Minist rio da Sa de. Especialista em Arquitetura de Sistemas de Sa de pelo Centro Universit rio Euroamericano UNIEURO, 2008. urg ncia deste estabelecimento de sa de, al m dos servi os solicitados pelo SAMU-192, que na proposta, ter uma base descentralizada. A partir do processo de estrutura o do HRFS, prop e-se um novo espa o para a CME, contendo os fluxos necess rios para um bom funcionamento do setor e, ap s sua concretiza o, a amplia o do atendimento a outros servi os de sa de. Para tanto, foram pesquisados livros e manuais, sites, bem como, foram realizadas visitas e entrevistas ao hospital em quest o e ao setor da CME de outros hospitais.
5 HIST RICO Como ci ncia, o processo de esteriliza o possui menos de duzentos anos. Com a descoberta da bact ria e a busca da morte microbiana muito se evoluiu no campo microbiano e consequentemente no processo de esteriliza o. At o inicio da d cada de 40, a limpeza, preparo e armazenamento dos materiais era realizado pela equipe de enfermagem das pr prias unidades. A din mica do servi o era descentralizada. Em meados da d cada de 50, surgiram os Centros de Materiais parcialmente centralizados e a CME semicentralizada na qual parte dos instrumentos e materiais come ou a serem preparados e esterilizados.
6 Cada unidade preparava seus materiais e encaminhava para serem esterilizados em um nico local. Com o avan o tecnol gico e a evolu o do edif cio hospitalar, especificadamente na CME - a partir das ltimas d cadas do s culo XX - surgiu a necessidade de um aprimoramento das t cnicas e dos processos de limpeza, preparo, esteriliza o e armazenamento de materiais e roupas. Como conseq ncia, a CME torna-se centralizada, com a supervis o de um enfermeiro e passa a ser definida como uma unidade de apoio t cnico a todas as unidades assistenciais, respons vel pelo processamento dos materiais, como instrumental e roupas cir rgicas e a esteriliza o dos mesmos.
7 A implanta o de Centrais distritais de Materiais Esterilizados uma realidade nos grandes centros. No munic pio de Belo Horizonte, as Centrais Distritais de Materiais Esterilizados foi um grande avan o e, segundo o manual de normas e rotinas t cnicas deste munic pio, em alguns distritos em que as centrais ainda n o haviam sido instaladas utilizavam panelas de press o para o processo de esteriliza o, n o havendo assim, valida o do processo, nem controle dos instrumentais e de biosseguran a. A Resolu o RDC n.
8 307, de 14 de novembro de 2002, considera a CME uma unidade de apoio t cnico, que tem como finalidade o fornecimento de materiais m dico-hospitalares adequadamente processados, proporcionando, assim, condi es para o atendimento direto e a assist ncia sa de dos indiv duos enfermos e sadios, no entanto, uma grande parcela dos hospitais p blicos encontra-se em desacordo com esta determina o. Com as CME funcionando eficazmente, as taxas de mortalidades e de infec es hospitalares caem e resultados positivos ficaram bastante vis veis. CONTROLE DE INFEC O HOSPITALAR Segundo QUELHAS, existem regi es onde os servi os de sa de s o limitados ou inexistentes, onde as infec es s o, por muitas vezes, n o tratadas.
9 As taxas de morte e a incid ncia de doen as infecciosas est o crescendo. Em pa ses mais pobres, 50% de todas as mortes s o derivadas das infec es. importante ressaltar: A padroniza o de normas e rotinas t cnicas e na valida o dos processamentos dos materiais e superf cies essencial no controle de infec o. de extrema import ncia a atua o dos rg os de fiscaliza es para o controle e avalia o das normas e processos de trabalho. A capacita o profissional. De acordo com a RDC n . 50 (ANVISA, 2004, p g. 112), as condi es ambientais necess rias ao auxilio do controle da infec o de servi os de sa de dependem de pr -requisitos de diferentes ambientes do EAS, quanto ao risco de transmiss o da mesma.
10 Nesse sentido, eles podem ser classificados: reas cr ticas: s o os ambientes onde existem riscos aumentados de transmiss o de infec o, onde se realizam procedimentos de risco, com ou sem paciente ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos; A CME uma rea cr tica e o seu planejamento de fluxo dos materiais e roupas : recebimento de roupa limpa/ MATERIAL descontamina o de MATERIAL separa o e lavagem de MATERIAL preparo de roupas e MATERIAL esteriliza o guarda e distribui o, a barreira f sica que delimita a rea suja e contaminada da rea limpa minimizando a entrada de microorganismos externos.