Transcription of Síndrome de veia cava superior - SciELO
1 Cordeiro SZB, Cordeiro PB288J Pneumol 28(5) set-out de 2002S ndrome de veia cava superior *SAMUEL ZU NGLIO DE BIASI CORDEIRO1, PAULO DE BIASI CORDEIRO2A obstru o ao fluxo sangu neo na VCS e suas manifesta es cl nicas t m hoje como causa principal oc ncer de pulm o. A hist ria relata que no s culo XVIII a s filis e a tuberculose eram respons veis por40% dos casos conhecidos. O conhecimento das altera es hemodin micas compreendidas nestas ndrome assim como a apura o das t cnicas de diagn stico de imagem e de citopatologia permitemhoje que o m dico possa tratar de seu paciente com mais seguran a e conforto do que h 10 anos.
2 ATC contrastada e a RM auxiliam no diagn stico de localiza o da obstru o e t cnicas mais antigascomo a cavografia puderam ser abandonadas. O diagn stico de obstru o da VCS e o estudo porDoppler realizado beira do leito em muito contribuem para a realiza o de procedimentos dedesobstru o como a angioplastia transluminal percut nea nos casos de trombose ou estenose dovaso. Tamb m a utiliza o de pr teses como PTFE de import ncia fundamental na condu o decasos de les o traum tica da VCS durante cirurgias para c ncer pulmonar ou mediastinal. No campoda radioterapia, a t cnica de fracionamento permite que altas doses de irradia o sejam administradasaos pacientes portadores de neoplasias malignas, com benef cios em 70% dos casos.
3 (J Pneumol 2002;28(5):288-93) superior vena cava syndromeLung cancer is now the main cause of blood flow obstruction in the superior vena cava and of itsclinical manifestations. History tells that in the 18th Century, syphilis and tuberculosis wereresponsible for 40% of the known cases. The knowledge of hemodynamic changes seen in thissyndrome and the improvement of diagnostic and cytopathologic techniques allow for a safer andmore comfortable treatment of the patient than 10 years ago. Contrast CT and MR added to theidentification and location of the obstruction, and older techniques such as cavography could beabandoned.
4 SVC obstruction diagnosis and Doppler studies carried out at the bed of the patientcontribute to deobstruction procedures such as transluminal percutaneous angioplasty in cases ofthrombosis and venous stenosis. In addition, the use of prostheses is of great importance in themanagement of cases utilization of traumatic lesion to the SVC during lung or mediastinal cancersurgeries. In the realm of radiotherapy, the fractionating technique allows for the administrationof high doses of irradiation to cancer patients with benefits to 70% of the cases on the O* Trabalho realizado no Servi o de T rax do Hospital do C ncer, Ins-tituto Nacional de C ncer, Minist rio da Sa de, Rio de Janeiro, M dico Cirurgi o do Servi o de T rax.
5 Doutor em Cirurgia Tor M dico Cirurgi o do Servi o de T rax. Professor Titular de CirurgiaTor o para correspond ncia E-mail: Tel. (21) 2712-8295; fax (21) para publica o em 26/7/02. Aprovado, ap s revi-s o, em 20/8 e abreviaturas utilizadas neste trabalhoVCS Veia cava superiorSVCS S ndrome de veia cava superiorPTFE PolitetrafluoroetilenoTC Tomografia computadorizadaRM Resson ncia magn ticaDescritores Veia cava superior . Tomografia computadorizada porraios X. Resson ncia magn tica nuclear. Neoplasias words superior vena cava. CT scan with X-rays. Magneticresonance.
6 Lung RICOA SVCS tem a sua descri o inicialmente relacionada auma poca em que n o se conheciam os antibi ticos. Em1757, o primeiro registro de paciente com s ndrome erapublicado por William Hunter e se referia a portador des filis que desenvolvera aneurisma sifil tico da aorta tor -J Pneumol 28(5) set-out de 2002289S ndrome de veia cava superiorcica(1). Doen as infecciosas como a s filis e a tuberculosemediastinal foram as causas de 40% dos casos na s rie de274 revistos e publicados por Schedter em 1954. Atual-mente, o carcinoma de pulm o respons vel por 70%dos casos, as doen as malignas do mediastino e fibrosesmediastinais n o malignas assim como tromboses rela-cionadas a cateteres s o a maioria das causas se sabe que n o apenas 5% das causas s o de natu-reza benigna, h incid ncia maior, ainda n o bem estabe-lecida em percentuais(2).
7 SINAIS E SINTOMASA SVCS, por defini o, a express o cl nica da obstru- o ao fluxo sangu neo na VCS. A s ndrome cl nica temuma grada o nas manifesta es que correlata ao graude obstru o da veia no mediastino(3). Detectar os sinaisiniciais da s ndrome como o edema facial matutino ta-refa di ria do pneumologista ou cirurgi o tor cico; cons-titui um dado importante na elabora o do diagn sticofinal que pode incluir as pun es aspirativas, bi psias lin-fonodais e mediastinais (Figuras 1 e 2).A dispn ia, a pletora facial e o edema cervicofacial s oos sintomas mais freq entes e at 60% dos pacienteschegam aos consult rios com estas queixas(3-5).
8 Podemaparecer tosse, edema dos membros superiores, dor to-r cica e disfagia. Os sinais e sintomas mais freq ente-mente encontrados e sua grada o evolutiva est o repre-sentados no Quadro tosse-s ncope chama a aten o por ser algumas ve-zes a primeira manifesta o da s ndrome. O relato dopaciente de perda s bita da consci ncia durante umacrise de tosse. Sua etiopatogenia explicada pela equipa-ra o das press es nos capilares arterial e venoso junto subst ncia cerebral, a press o no sistema venoso est ele-vada (200 a 500cm de gua) e se eleva ainda mais du-QUADRO 1 Sinais.
9 Sintomas e evolu o da s ndrome da veia cava superiorCompress o/obstru o Inicial Edema facial matutino60% dos casos Edema cervicofacial Pletora facial Dispn ia Turg ncia venosa cervicalEdema peribr nquico Edema membros superiorese periesofagiano Dor tor cica Disfagia Turg ncia venosa em membros superioresEdema cerebral Tosse-s ncopeSintomas neurol gicos Tonteira Obnubila o mental ComaObstru o completa Circula o colateral em parede tor cicaFigura 1 Anatomia mostrando a VCS e suas rela es no mediastinoFigura 2 Ilustra o anat mica do mediastino com VCS e suasrela es ap s remo o do cora o.
10 (Retirado de Atlas de AnatomiaHumana, Pernkopf, 1980).rante a tosse. Ocorrem isquemia transit ria e s pacientes, mesmo depois de tratados, podem apre-sentar epis dios semelhantes at que a circula o colate-ral alivie a hipertens o aparecimento de circula o colateral dependentedo grau de obstru o da VCS, fica evidente na fase deoclus o completa do vaso quando as veias subcut neasse pronunciam e mostram aspecto varicoso parede an-terior do t rax, as telangiectasias s o freq entemente vis-tas tamb m neste local. As veias zigos, tor cicas inter-nas ou mam rias, tor cicas laterais, assim como as veiasparaespinhais e o plexo venoso periesofagiano tamb mse engurgitam na tentativa de encontrar um caminho deCordeiro SZB, Cordeiro PB290J Pneumol 28(5) set-out de 2002retorno do sangue das extremidades superiores para ocora o.