Example: dental hygienist

TRATAMENTO E CONTROLE DE FERIDAS TUMORAIS E …

TRATAMENTO E CONTROLE DE FERIDAS TUMORAIS E LCERAS POR PRESS ONO C NCER AVAN ADOS rie Cuidados PaliativosA publica o da S rie Cuidados Paliativos tem por objetivo uniformizar as condutas referentes abordagem da terap utica e dos cuidados em pacientes com doen a oncol gica avan e s e n v o l v i d a c o m b a s e n o conhecimento cient fico vigente e na pr tica adotada nos setores assistenciais do Hospital do C ncer IV - Unidade de Cuidados Paliativos, do Instituto Nacional de C ncer (INCA)/MS, esta s rie sintetiza os procedimentos adotados nos pacientes em cuidados orienta es sobre TRATAMENTO e cuidado s o espec ficas para esses pacientes, seus familiares e cuidadores, com algumas particularidades que devem ser avaliadas criteriosamente, priorizando as a es no atendimento interdisciplinar e evitando a futilidade terap E CONTROLE DE FERIDAS TUMORAIS E LCERAS POR PRESS O NO C NCER AVAN ADOS RIE CUIDADOS PALIATIVOS 2009 Minist rio da Sa de.

Tratamento e Controle de Feridas Tumorais e Úlceras por Pressão no Câncer Avançado 11 CAPÍTULO 1 – FERIDA TUMORAL As feridas tumorais são formadas pela infiltração das células malignas do tumor nas estruturas da pele. Ocorre quebra da integridade do tegumento, levando à formação de uma ferida evolutivamente exofítica.

Tags:

  Srep, Clear, Tratamento, Controle, Feridas, 227 o, Tratamento e controle de feridas tumorais e, Tumorais, 218 lceras por press, Feridas tumorais

Information

Domain:

Source:

Link to this page:

Please notify us if you found a problem with this document:

Other abuse

Advertisement

Transcription of TRATAMENTO E CONTROLE DE FERIDAS TUMORAIS E …

1 TRATAMENTO E CONTROLE DE FERIDAS TUMORAIS E LCERAS POR PRESS ONO C NCER AVAN ADOS rie Cuidados PaliativosA publica o da S rie Cuidados Paliativos tem por objetivo uniformizar as condutas referentes abordagem da terap utica e dos cuidados em pacientes com doen a oncol gica avan e s e n v o l v i d a c o m b a s e n o conhecimento cient fico vigente e na pr tica adotada nos setores assistenciais do Hospital do C ncer IV - Unidade de Cuidados Paliativos, do Instituto Nacional de C ncer (INCA)/MS, esta s rie sintetiza os procedimentos adotados nos pacientes em cuidados orienta es sobre TRATAMENTO e cuidado s o espec ficas para esses pacientes, seus familiares e cuidadores, com algumas particularidades que devem ser avaliadas criteriosamente, priorizando as a es no atendimento interdisciplinar e evitando a futilidade terap E CONTROLE DE FERIDAS TUMORAIS E LCERAS POR PRESS O NO C NCER AVAN ADOS RIE CUIDADOS PALIATIVOS 2009 Minist rio da Sa de.

2 Permitida a reprodu o total ou parcial desta obra, desde que citada a : exemplaresCria o, Informa o e Distribui oMINIST RIO DA SA DEInstituto Nacional de C ncer (INCA)Pra a Cruz Vermelha, 23 - Centro20230-130 - Rio de Janeiro - Realiza oCoordena o de Assist ncia (COAS)Hospital do C ncer IV (HC IV ) - Unidade de Cuidados PaliativosRua Visconde de Santa Isabel, 274 - Vila Isabel20560-120 - Rio de Janeiro - RJ - Tel.: (0xx21) 3879-6358 Edi oCoordena o de Educa o (CEDC)Servi o de Edi o e Informa o T cnico-Cient fica Rua do Rezende, 128 - Centro20230-092 - Rio de Janeiro - RJ - Tel.: (0xx21) 3970-7818 Impress oEsdevaFicha Catalogr ficaCataloga o na fonte Coordena o de Ensino e Divulga o Cient ficaMINIST RIO DA SA DEInstituto Nacional de C ncer - INCATRATAMENTO E CONTROLE DE FERIDAS TUMORAIS E LCERAS POR PRESS O NO C NCER AVAN ADOS RIE CUIDADOS PALIATIVOSRio de Janeiro, RJ2009 Coordena o de Elabora oCl udia Naylor - Diretoria/HC IVEquipe de Elabora oEliete Farias Azevedo - Enfermeira/HC IVM nica de F tima Bolzan - Enfermeira/HC IVVera L cia de Souza Barbosa - Enfermeira/HC IVColaboradoresMaria da Gl ria dos Santos Nunes - Enfermeira/HC IVPaulo Roberto Nascimento dos Santos - M dico/HC IVEdi oTa s Facina/CEDCR evis oMaria Helena Rossi Oliveira/CEDCCapa.

3 Projeto Gr fico e Diagrama oCec lia Pach /CEDCN ormaliza o Bibliogr ficaEliana Rosa Fonseca - Bibliotec ria/CEDCIris Maria de Souza Carvalho - Bibliotec ria/CEDCE sther Rocha - Estagi ria de Biblioteconomia/CEDCLISTA DE ILUSTRA ESFIGURASF igura 1 Ferida tumoral estadiamento 1 12 Figura 2 Ferida tumoral estadiamento 1N 12 Figura 3 Ferida tumoral estadiamento 2 13 Figura 4 Ferida tumoral estadiamento 3 13 Figura 5 Ferida tumoral estadiamento 4 14 Figura 6 lcera por press o 4 est gios 25 Figura 7 reas de maior incid ncia de lcera por press o 27 QUADROSQ uadro 1 Classifica o quanto ao aspecto 11 Quadro 2 Classifica o quanto ao grau do odor 14 Quadro 3 Estadiamento da lcera por press o 24 Quadro 4 Escala de Braden 28 SUM RIOINTRODU O 9 CAP TULO 1 FERIDA TUMORAL 11 G NESE TUMORAL 11 ESTADIAMENTO DA FERIDA TUMORAL 12 ESTADIAMENTO 1 12 ESTADIAMENTO 1N 12 ESTADIAMENTO 2 13 ESTADIAMENTO 3 13 ESTADIAMENTO 4 14 CAP TULO 2 PROCEDIMENTOS PARA A FERIDA TUMORAL 15 INTERVEN ES DE ENFERMAGEM 15 AVALIA O DA FERIDA E DAS NECESSIDADES DO PACIENTE 15 ABORDAGEM DA FERIDA - CUIDADOS B SICOS 15 ABORDAGEM DA FERIDA - CUIDADOS ESPEC FICOS 16 O USO DO METRONIDAZOL PARA CONTROLE DE ODOR 19 CARACTER STICAS DA DROGA 19 RESULTADOS ESPERADOS COM O USO DA DROGA 19 APRESENTA ES DISPON VEIS

4 19 RECOMENDA ES DE USO 20 REGISTRO DAS A ES 20 CONDI ES A SEREM REPORTADAS EQUIPE MULTIDISCIPLINAR 21 EQUIPE M DICA 21 PSICOLOGIA 21 AO SERVI O SOCIAL 21 FISIOTERAPIA 21 CAP TULO 3 LCERA POR PRESS O 23 INTERVEN ES DE ENFERMAGEM 23 FISIOPATOLOGIA 23 CLASSIFICA O 23 FATORES RELACIONADOS 25 INTENSIDADE DA PRESS O 25 DURA O DA PRESS O 26 TOLER NCIA TECIDUAL 26 OUTROS FATORES IMPORTANTES NO DESEN- VOLVIMENTO DA LCERA POR PRESS O 26 REAS DE MAIOR INCID NCIA 27 AVALIA O DO GRAU DE RISCO 28 ESCALA DE BRADEN 28 CAP TULO 4 INTERVEN ES DE ENFERMAGEM PARA A LCERA POR PRESS O 29 INTERVEN ES DE ENFERMAGEM 29 CUIDADOS ESPEC FICOS 30 PROCEDIMENTOS PR TICOS PARA REALIZA O DE CURATIVOS 30 LIMPEZA DAS FERIDAS 30 DESBRIDAMENTO 31 CURATIVOS 31 CAP TULO 5 COBERTURAS 33 CURATIVO COM GAZE UMEDECIDA EM SOLU O FISIOL GICA A 0,9% 33 HIDROCOLOIDES 34 FILME TRANSPARENTE 35 ALGINATO DE C LCIO 36 CARV O ATIVADO 37 SULFADIAZINA DE PRATA 37 CIDOS GRAXOS ESSENCIAIS (AGEs)

5 38 COLAGENASE 39 CAP TULO 6 CUIDADOS AO FIM DA VIDA 41 REFER NCIAS 43 TRATAMENTO e CONTROLE de FERIDAS TUMORAIS e lceras por Press o no C ncer Avan ado9 INTRODU O Este livro sobre TRATAMENTO e CONTROLE de FERIDAS TUMORAIS e lceras por press o tem por objetivo uniformizar as condutas referentes abordagem das FERIDAS TUMORAIS e das lceras por press o nos setores assistenciais do Hospital do C ncer IV Unidade de Cuidados Paliativos do Instituto Nacional de C ncer (INCA), com base no conhecimento cient fico vigente. A ado o desses procedimentos tem como finalidade sistematizar a pr tica dos profissionais na realiza o dos cuidados e preven o de FERIDAS TUMORAIS e lceras por press o em pacientes com doen a oncol gica avan ada.

6 Espera-se, com isso, melhorar a qualidade da assist ncia ao paciente e proporcionar maior seguran a t cnica ao profissional. As orienta es de TRATAMENTO n o diferem daquelas preconizadas para outro tipo de clientela, no entanto, algumas particularidades devem ser avaliadas criteriosamente, priorizando as a es no atendimento e evitando a futilidade terap utica. TRATAMENTO e CONTROLE de FERIDAS TUMORAIS e lceras por Press o no C ncer Avan ado11 CAP TULO 1 FERIDA TUMORAL As FERIDAS TUMORAIS s o formadas pela infiltra o das c lulas malignas do tumor nas estruturas da pele. Ocorre quebra da integridade do tegumento, levando forma o de uma ferida evolutivamente exof tica. Isso se d em decorr ncia da prolifera o celular descontrolada, que provocada pelo processo de oncog NESE TUMORAL O processo de forma o das FERIDAS neopl sicas compreende tr s eventos: Crescimento do tumor leva ao rompimento da pele.

7 Neovasculariza o provimento de substratos para o crescimento tumoral. Invas o da membrana basal das c lulas saud veis h processo de crescimento expansivo da ferida sobre a superf cie acometida. Com o crescimento anormal e desorganizado, tem-se a forma o, no s tio da ferida, de verdadeiros agregados de massa tumoral necr tica, onde ocorrer contamina o por micro-organismos aer bicos (por exemplo: Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus) e anaer bicos (bacteroides). O produto final do metabolismo desses micro-organismos s o os cidos graxos vol teis ( cido ac tico, caproico), al m dos gases putrescina e cadaverina, que provocam odor f tido s FERIDAS TUMORAIS . Quadro 1 Classifica o quanto ao aspectoFeridas ulcerativas malignasFeridas fungosas malignasFeridas fungosas malignas ulceradasQuando est o ulceradas e formam crateras rasasQuando s o semelhantes couve-florUni o do aspecto vegetativo e partes ulceradas12S rie Cuidados PaliativosESTADIAMENTO DA FERIDA TUMORALESTADIAMENTO 1 Pele ntegra.

8 Tecido de colora o avermelhada ou viol cea. N dulo vis vel e delimitado. Assintom 1 Ferida tumoral estadiamento 1 Fonte: HC IV, 2 Ferida tumoral estadiamento 1 NFonte: HC IV, 1N Ferida fechada ou com abertura superficial por orif cio de drenagem de exsudato l mpido, de colora o amarelada ou de aspecto purulento. Tecido avermelhado ou viol ceo, ferida seca ou mida. Dor ou prurido ocasionais. Sem e CONTROLE de FERIDAS TUMORAIS e lceras por Press o no C ncer Avan ado13 Figura 3 Ferida tumoral estadiamento 2 Fonte: HC IV, 2 Ferida aberta envolvendo derme e epiderme. Ulcera es superficiais. Por vezes, fri veis e sens veis manipula o. Exsudato ausente ou em pouca quantidade (les es secas ou midas). Intenso processo inflamat rio ao redor da ferida.

9 Dor e odor 3 Ferida espessa envolvendo o tecido subcut neo. Profundidade regular, com sali ncia e forma o irregular. Caracter sticas: fri vel, ulcerada ou vegetativa, podendo apresentar tecido necr tico liquefeito ou s lido e aderido, odor f tido, exsudato. Les es sat lites em risco de ruptura. Tecido de colora o avermelhada ou viol cea, por m o leito da ferida encontra-se predominantemente de colora o 4 Ferida tumoral estadiamento 3 Fonte: HC IV, rie Cuidados PaliativosFigura 5 Ferida tumoral estadiamento 4 Fonte: HC IV, 4 Ferida invadindo profundas estruturas anat micas. Profundidade expressiva. Por vezes, n o se visualiza seu limite. Em alguns casos, com exsudato abundante, odor f tido e dor.

10 Tecido de colora o avermelhada ou viol cea, por m o leito da ferida encontra-se predominantemente de colora o grau IOdor grau IIOdor grau IIIS entido ao abrir o curativoSentido ao se aproximar do paciente, sem abrir o curativoSentido no ambiente, sem abrir o curativo. caracteristicamente forte e/ou nauseanteQuadro 2 Classifica o quanto ao grau do odorTratamento e CONTROLE de FERIDAS TUMORAIS e lceras por Press o no C ncer Avan ado15 CAP TULO 2 PROCEDIMENTOS PARA A FERIDA TUMORAL INTERVEN ES DE ENFERMAGEMAVALIA O DA FERIDA E DAS NECESSIDADES DO PACIENTE Avaliar a ferida quanto a: - Localiza o. - Tamanho. - Configura o. - rea de envolvimento. - Cor. - Extens o (f stula ao redor). - Odor. - Exsudato.