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Breast sonography- Contemporary Aspects

129 Com. Ci ncias Sa de - 22 Sup 1:S129-S140, 2011 RESUMOA ultrassonografia mam ria ganhou destaque na conduta dos masto-logistas ap s o desenvolvimento tecnol gico dos aparelhos modernos. Seu uso difundido principalmente na complementa o de mamo-grafias inconclusivas, em mulheres com mamas densas ou com fatores de risco importantes para c ncer de mama, por m, n o indicada no uso do rastreamento de c ncer de mama em mulheres assintom ticas. Outras indica es que se tornaram importantes s o o monitoramento de procedimentos invasivos e a avalia o de n dulos mam rios. A eco-grafia um m todo aparelho e examinador dependente e depois da cria- o do BI-RADS ultrassonogr fico diminu ram os ndices de variabi-lidade entre observadores. Publicado em 2003 foi adaptado da classifi-ca o mamogr fica mantendo as caracter sticas semelhantes, contendo uma nomenclatura padronizada, classifica o de risco de malignidade e orienta o da conduta a ser realizada.

Com. Ciências Saúde - 22 Sup 1:S129-S140, 2011 129 RESUMO A ultrassonografia mamária ganhou destaque na conduta dos masto-logistas após o desenvolvimento tecnológico dos aparelhos modernos.

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1 129 Com. Ci ncias Sa de - 22 Sup 1:S129-S140, 2011 RESUMOA ultrassonografia mam ria ganhou destaque na conduta dos masto-logistas ap s o desenvolvimento tecnol gico dos aparelhos modernos. Seu uso difundido principalmente na complementa o de mamo-grafias inconclusivas, em mulheres com mamas densas ou com fatores de risco importantes para c ncer de mama, por m, n o indicada no uso do rastreamento de c ncer de mama em mulheres assintom ticas. Outras indica es que se tornaram importantes s o o monitoramento de procedimentos invasivos e a avalia o de n dulos mam rios. A eco-grafia um m todo aparelho e examinador dependente e depois da cria- o do BI-RADS ultrassonogr fico diminu ram os ndices de variabi-lidade entre observadores. Publicado em 2003 foi adaptado da classifi-ca o mamogr fica mantendo as caracter sticas semelhantes, contendo uma nomenclatura padronizada, classifica o de risco de malignidade e orienta o da conduta a ser realizada.

2 O l xico BI-RADS completo e bem aceito entre os examinadores, entretanto, pelo fato de conter al-guns pontos controversos motivo de cr tica de autores. Este artigo se prop e a colocar de maneira cr tica a atual situa o do uso da ecografia mam ria na pratica cl nica para os mastologistas e para os ecografistas, revisando tamb m aspectos t cnicos deste : Mama; Neoplasia de mama; Ultrassonografia mam ria; Breast ultrasound has gained prominence in the conduct of mas-tologists after the development of technological gadgets. Its use is par-ticularly widespread in complementing inconclusive mammograms in women with dense breasts or with significant risk factors for Breast cancer, however, is not indicated in the use for Breast cancer screening in asymptomatic women. Other important indications are the monito-ring of invasive procedures and evaluation of invasive Breast nodules.

3 Ultrasound is a method examiner and device dependent, however, af-Rogerio Gon alves Vasconcelos1,3 Gilberto Uemura1 Tarciso Schirmbeck2,3 Karinie Marinho Vieira4 Ultrassonografia mam ria Aspectos contempor neosBreast sonography- Contemporary Aspectsartigo de reviS o1 Departamento de Ginecologia e Obstetr cia, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista UNESP. Botucatu-SP, Brasil. Escola Superior de Ci ncias da Sa de/FEPECS da Secretaria de Estado de Sa de do Distrito Federal. Bras lia-DF, Brasil. Hospital Regional do Gama da Secretaria de Estado do Distrito Federal. Bras lia-DF, de Sa de do Estado de Goi s Hospital de Urg ncias de Aparecida de Goi nia, Goi nia-GO, nciaRogerio Gon alves VasconcelosCl nica da Mama. SHLS 716, Centro Cl nico Sul. Torre II, Sala T218, Bras lia-DF.

4 70390-700, Ci ncias Sa de - 22 Sup 1:S129-S140, 2011 Vasconcelos RG et OA ultrassonografia mam ria ganhou destaque na proped utica mam ria principalmente ap s a d -cada de 90 com o desenvolvimento dos aparelhos1. Os primeiros avan os foram no desenvolvimento de transdutores lineares com frequ ncias reduzi-das, e atualmente com sistemas multifrequenciais melhoram substancialmente a qualidade das ima-gens. Os avan os mais recentes s o devido s me-lhorias tecnol gicas na rea da inform tica que aprimoraram a defini o das imagens e possibi-litaram sua manipula o atrav s de processadores modernos e monitores digitais de alta resolu ser um m todo sem contra-indica es, relati-vamente r pido, indolor, sem limita es de idade e n o utilizar radia o ionizante ou contraste, a ul-trassonografia mam ria uma ferramenta cada vez mais utilizada pelos mastologistas.

5 Frente a tantos benef cios, por vezes a ultrassonografia mam ria erroneamente vista pela popula o menos esclareci-da como m todo substituto da mamografia3. Cabe a classe m dica estabelecer o uso adequado dos recur-sos diagn sticos dispon veis para avalia o mam com o progresso e a sofistica o da ecogra-fia mam ria, evid ncias mostram que entre suas indica es n o se enquadra o rastreamento para c ncer de mama. Seu uso n o se restringe apenas complementa o mamogr fica. Por obter imagens de alta qualidade e em tempo real, a monitora o de procedimentos invasivos para diagn stico de les es mam rias vis veis ecograficamente uma de suas principais indica a rapidez da evolu o tecnol gica na atua-lidade e a busca incessante pela otimiza o dos m todos diagn sticos n o invasivos, certamente a ecografia mam ria ser alvo de mais aprimora-mentos importantes.

6 Este estudo ser focado na busca pela atualiza o do uso da ecografia, volta-do para atua o do mastologista na proped utica mam T CNICOSA ecografia permite a obten o de imagens por fe-n menos f sicos relacionados propaga o de on-das ultrassonogr ficas interagindo com estruturas biol gicas de diversas densidades. As ondas so-noras s o fen menos mec nicos ondulat rios si-nusoidais cuja propaga o se d pela altera o do equil brio das part culas do meio. O n mero de oscila es por segundo definido como freq n-cia e medido em Hertz (Hz) transdutor um cristal que tem uma freq ncia pr pria de funcionamento e transforma energia el trica em mec nica, gerando ondas de ultrassom transmitidas a estruturas, e transformando ener-gia mec nica em el trica quando capta o retorno dos ecos das ondas sonoras.

7 Para obten o de me-lhores resultados na ecografia mam ria deve-se respeitar uma metodologia e par metros t cnicos the creation of sonographic BI-RADS have decreased the levels of variability among observers. The sonographic BI-RADS was pu-blished in 2003, adapted from the mammographic BI-RADS itself, maintaining similar characteristics, with a standardized nomenclature and malignancy risk classification and guiding the conduct to be per-formed. The BI-RADS lexical is complete and well accepted among the examiners, however, because it contains some controversial points, it is a matter of critic of some authors. This article proposes to discuss critically the current situation of Breast ultrasound use in the clinical practice of mastologists and radiologists, also reviewing the technical Aspects of this : Breast ; Breast cancer; Breast ultrassonography; BI-RADS.

8 131 Com. Ci ncias Sa de - 22 Sup 1:S129-S140, 2011 Ultrassonografia mam ria- Aspectos contempor neos Devido mama ser um rg o superficial, deve-se utilizar recursos capazes de definir camadas loca-lizadas nos primeiros 5 a 7 cent metros do cor-po, sendo necess rio uso de transdutores lineares em tempo real com alta freq ncia, superiores a 7,5 Megahertz (MHz) e com sistema de focaliza- o adequado. O ideal s o os aparelhos multifre-quenciais, variando entre 7 MHz a 16 MHz e com largura do campo de imagem em torno de 50 mil -metros, obtendo assim penetra o adequada com boa resolu o, mesmo em mamas ajuste do ganho no aparelho de ecografia permi-te melhor qualidade de imagem, compensando a perda de energia das les es localizadas nas cama-das profundas da mama. Este ajuste consiste na melhor regulagem para defini o da regi o central da mama, assim como o ponto de focaliza o, por conter a maior quantidade de tecido glandular2,4,5.

9 A ecografia mam ria realizada com a paciente em dec bito dorsal e os bra os elevados, posicio-nando a mama de maneira espalhada sobre o gra-dil costal, diminuindo a dist ncia entre a pele a os planos profundos. Recursos como movimentos rotativos laterais do tronco da paciente e uso de coxins inferiormente paciente, podem auxiliar no melhor posicionamento para realiza o do exa-me. Os bra os podem ser abaixados para avalia o das regi es supra e infra claviculares e do trajeto da veia subcl via3, a realiza o do exame devem-se explorar sistematicamente todos os quadrantes analisando todo rg o por v rias incid ncias. Cortes sagitais permitem uma avalia o completa da mama com o transdutor posicionado na regi o para esternal ou axilar e movimentos no sentido oposto at que toda gl ndula seja examinada.

10 Cortes transversais complementam o exame, posicionando o trans-dutor em situa o transversa, no sentido caudal movimentando-o at completa avalia o mam ria. Os cortes radiais s o realizados posicionando o transdutor e movimentando no sentido da ar ola para periferia mam ria. S o adequados para ava-lia o das estruturas ductais2,3, ULTRASSONOGR FICA DAS MAMASA gl ndula mam ria caracterizada por apresentar tecidos com padr es ecogr ficos diferentes que de-pendem da idade, influ ncia hormonal e caracter s-ticas individuais. O tecido fibroglandular, que o pr prio par nquima, o estroma e os ligamentos de Cooper s o de caracter stica ecog nica ou hipoeco-g nica, j o tecido gorduroso, isoecog pele normal tem espessura entre 0,3 mm e 2 mm e o mamilo tem ecogenicidade mediana de-pendendo da compress o exercida durante o exa-me.


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