Transcription of Litíase Renal - UFRGS
1 PARA ESCLARECER D VIDAS LIGUE: 0800 644 6543 Lit ase Renal Introdu o Lit ase Renal uma doen a frequente que acomete mais homens que mulheres (atualmente em propor o inferior a 2:1) e pode estar localizada nos rins, ureter, bexiga e uretra. A recorr ncia da lit ase Renal comum e aproximadamente 50% dos pacientes apresentar o um segundo epis dio de lit ase, ap s 5 a 10 anos do primeiro, se n o forem submetidos a nenhum tipo de tratamento. Tipos de C lculo Aproximadamente 75-80% dos pacientes com urolit ase apresentam c lculos de c lcio, sendo que a maioria destes s o compostos primariamente de oxalato de c lcio e, com menor frequ ncia, fosfato de c lcio. Os outros tipos principais incluem c lculos de cido rico, estruvita (fosfato de am nio magnesiano) e cistina.
2 O mesmo paciente pode ter um c lculo misto. A forma o dos c lculos urin rios o resultado de um processo complexo e multifatorial. Os principais mecanismos fisiopatog nicos respons veis pela sua forma o s o dist rbios metab licos, infec es urin rias, anormalidades anat micas e causas idiop ticas. Outros fatores envolvidos na litog nese s o o pH urin rio, o volume urin rio e a dieta. Os principais fatores de risco conhecidos s o: quest es diet ticas (baixa ingest o h drica, dieta pobre em c lcio e rica em prote na animal e s dio); hist ria pr via pessoal ou familiar de nefrolit ase; infec o urin ria de repeti o; uso de medicamentos (aciclovir, sulfadiazina e indinavir); hipertens o, diabetes e obesidade.
3 Os c lculos de c lcio est o associados a altera es bioqu micas urin rias: hipercalci ria, com ou sem hipercalcemia; hiperoxal ria (associada doen a inflamat ria intestinal e/ou malabsor o intestinal ou hiperoxal ria prim ria); hipocitrat ria, que pode ser importante em pacientes com acidose metab lica. No entanto, hipocitrat ria leve ocorre numa propor o significativa de formadores de c lculo na aus ncia de acidemia aparente. Citrato um importante inibidor da forma o de c lculos de oxalato e fostato de c lcio; PARA ESCLARECER D VIDAS LIGUE: 0800 644 6543 pH urin rio persistentemente alcalino, como ocorre na acidose tubular Renal distal (tipo I). Urina alcalina est associada com a forma o de c lculos de fosfato de c lcio; baixo volume urin rio, que aumenta a concentra o dos fatores litog nicos.
4 Certas condi es predisponentes est o associadas forma o de c lculos de c lcio: hiperparatireoidismo prim rio, que suspeitado na presen a de hipercalcemia (usualmente leve e intermitente); anormalidades anat micas do trato urin rio (rins em ferradura, obstru o da jun o ureterop lvica, divert culos calicinais e rim esponja medular) que aumentam o risco de lit ase por determinar obstru o e estase urin ria. acidose tubular Renal distal (tipo I), em que o pH urin rio persistentemente alto e leva acidose metab lica na maioria dos pacientes. Outros tipos de c lculos: Acido rico ocorrem principalmente devido urina persistentemente cida (pH urin rio < 5,5) bem como em situa es de hiperprodu o e excre o de cido rico; Estruvita formam-se apenas em pacientes com infec o urin ria cr nica devido a microorganismo produtor de urease como Proteus e Klebsiella; no entanto, tem-se observado que mesmo bact rias n o produtoras de urease, tal como a Escherichia coli, podem criar condi es litog nicas por centralizarem o processo de cristaliza o.
5 Cistina podem se desenvolver em pacientes com cistin ria (doen a autoss mica recessiva caracterizada por uma inabilidade no manuseio dos amino cidos dib sicos). Sinais e Sintomas Pacientes podem apresentar sintomas cl ssicos como c lica Renal e hemat ria, por m outros podem ser assintom ticos ou ter sintomas at picos como dor abdominal, n usea, altera o de jato urin rio, dor no p nis ou test culo. Classicamente quando o c lculo est no c lice Renal e apresenta pequeno volume, costuma ser assintom tico, causando somente hemat ria microsc pica. Quando dispostos na pelve Renal , podem causar abras o na movimenta o, levando a dor lombar. A dor em c lica em maior intensidade, caracterizada pela c lica Renal , ocorre ap s obstru o do fluxo urin rio e, consequentemente, hidronefrose.
6 A dor pode irradiar-se da regi o lombar para flanco ou tamb m para test culos/grande l bio homolateral. acompanhada de n usea, v mito e plenitude abdominal, podendo ocorrer hemat ria macrosc pica no epis dio de dor. Presen a de febre e pi ria (> 5 PARA ESCLARECER D VIDAS LIGUE: 0800 644 6543 leuc citos por campo em sedimento urin rio) sugere pielonefrite sobreposta, com predisposi o bacteremia e sepse urin ria. Diagn stico O diagn stico feito mais comumente pelo raio-x de abd men ou pela ecografia de vias urin rias. Se um dos exames for negativo (raio-x ou ecografia), sugere-se solicitar o outro exame caso a d vida diagn stica persista. O exame de maior probabilidade de identificar o c lculo a tomografia computadorizada helicoidal sem contraste, por m tem a desvantagem de exposi o irradia o e acesso restrito na Aten o Prim ria a Sa de.
7 Em resumo, apesar de a tomografia computadorizada ter mais sensibilidade e especificidade que a urografia excretora ou a ultrassonografia, a ultrassonografia capaz de detectar praticamente todas as pessoas que n o eliminaram o c lculo urin rio espontaneamente. Investiga o Metab lica: Ap s a elimina o dos c lculos existentes, o paciente pode ser submetido a investiga o metab lica para determinar a causa da urolit ase e planejar o tratamento necess rio. N o h consenso se avalia o metab lica completa deve ser realizada ap s o aparecimento do primeiro c lculo. Avalia o metab lica completa, em adi o aos testes laboratoriais b sicos, est indicada em todos os pacientes com m ltiplos c lculos na primeira apresenta o, em pacientes com hist ria familiar fortemente positiva para lit ase Renal e em indiv duos com doen a ativa, que definida como forma o recorrente de c lculos, aumento de c lculo pr -existente ou com passagem recorrente de cristais.
8 A avalia o tamb m est indicada em nefrolit ase em crian as ou adolescentes. A avalia o metab lica completa consiste em dosagem de sangue e urina, incluindo pelo menos duas coletas de urina de 24 horas com dosagem urin ria de c lcio, cido rico, oxalato , f sforo, cistina, citrato, s dio e creatinina. A mensura o da excre o urin ria de creatinina permite a avalia o da coleta correta da urina de 24h. Deve ser realizada determina o s rica de c lcio, f sforo, albumina, creatinina, bicarbonato e cido rico. Nos pacientes com valores de c lcio urin rio acima do normal ou pr ximos ao limite superior, recomenda-se a solicita o de paratorm nio (PTH) para investiga o de hiperparatireoidismo.
9 PARA ESCLARECER D VIDAS LIGUE: 0800 644 6543 Os par metros bioqu micos em urina de 24 horas usualmente definidos como dentro da normalidade s o os seguintes: c lcio urin rio: < 4mg/Kg/dia em adultos e crian as de ambos os sexos ou < 250mg/dia em mulheres e < 300mg/dia em homens; cido rico urin rio: < 750mg/dia em mulheres e < 800mg/dia em homens; oxalato urin rio: < 44 mg/dia em ambos os sexos; citrato urin rio: 320mg/dia em ambos os sexos; cistin ria: amostra qualitativa negativa ou < 100mg/dia em urina de 24 horas; creatinina urin ria: em pacientes com menos de 50 anos 20 a 25mg/Kg/dia em homens e 15 a 20mg/Kg/dia em mulheres . Tratamento no Epis dio Agudo A maioria dos pacientes podem ser manejados conservadoramente com analgesia durante o epis dio agudo.
10 Tratamento inicial da c lica Renal realizado com analg sico potente opi ceo ou AINE. Hidrata o for ada na c lica Renal aguda n o indicada. Deve-se encaminhar para tratamento hospitalar de urg ncia os pacientes sem controle adequado da dor, se existir a possibilidade de gravidez ect pica (mulher em idade f rtil com atraso menstrual) ou aneurisma de aorta, infec o urin ria, lit ase com suspeita de obstru o em rim nico e/ou an ria. pouco prov vel que c lculos ureterais maiores que 10 mm sejam expelidos. Portanto, nesses casos, a avalia o com o urologista necess ria. Para c lculos ureterais menores ou iguais a 10 mm em pacientes que apresentam sintomas control veis e n o apresentam raz o para remo o cir rgica imediata, o acompanhamento pode ser conservador com analgesia e terapia medicamentosa que aumenta a probabilidade de libera o do c lculo.