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AGRESSIVIDADE EM CONTEXTO ESCOLAR - …

Pedro Miguel Lopes de Sousa AGRESSIVIDADE EM CONTEXTO ESCOLAR Pedro Miguel Lopes de Sousa Enfermeiro nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Mestrando em Psicologia Pedag gica, na Faculdade de Psicologia e Ci ncias da Educa o da Universidade de Coimbra. Contactos do autor: Tel: (+351) 934618213 RESUMO Este artigo procura analisar a problem tica da AGRESSIVIDADE em CONTEXTO ESCOLAR . Com efeito, o incremento destas situa es tem vindo a aumentar a consterna o de toda a comunidade ESCOLAR , sendo importante proceder a alguma clarifica o sobre o tema. Neste mbito, salienta-se a falta de consenso entre autores pela multiplicidade de conceitos diferentes encontrados, todos procurando caracterizar uma mesma realidade.

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1 Pedro Miguel Lopes de Sousa AGRESSIVIDADE EM CONTEXTO ESCOLAR Pedro Miguel Lopes de Sousa Enfermeiro nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Mestrando em Psicologia Pedag gica, na Faculdade de Psicologia e Ci ncias da Educa o da Universidade de Coimbra. Contactos do autor: Tel: (+351) 934618213 RESUMO Este artigo procura analisar a problem tica da AGRESSIVIDADE em CONTEXTO ESCOLAR . Com efeito, o incremento destas situa es tem vindo a aumentar a consterna o de toda a comunidade ESCOLAR , sendo importante proceder a alguma clarifica o sobre o tema. Neste mbito, salienta-se a falta de consenso entre autores pela multiplicidade de conceitos diferentes encontrados, todos procurando caracterizar uma mesma realidade.

2 O conceito de AGRESSIVIDADE pareceu ser o mais adequado e pertinente para orientar a consecu o deste artigo, na medida em que surge, quer de forma expl cita quer impl cita, na defini o dos demais conceitos. As defini es encontradas s o v rias, dependendo dos modelos te ricos adoptados, entre as quais conta-se a de Abreu (1998) que aponta para a capacidade de provocar malef cios ou preju zos, materiais ou morais, a outrem ou a si. Assim sendo, este artigo procurar abordar os principais aspectos referentes s condutas agressivas, concedendo especial relevo AGRESSIVIDADE em CONTEXTO ESCOLAR , onde se imp em reflex es sobre o rendimento ESCOLAR , o pr prio sistema educativo e o papel da escola na sociedade.

3 De igual forma, ir-se- o dissecar algumas das abordagens te ricas que surgiram na tentativa de explicar este fen meno. Saber como avaliar as condutas agressivas, discernindo o que AGRESSIVIDADE do que n o , imp e-se como um desafio actual. S atrav s da defini o clara dos m todos de avalia o que se torna poss vel incrementar a investiga o cient fica, de forma a poderem realizar-se diagn sticos precisos das reas de interven o prementes. Intervir essencial e urgente, sendo v rios os autores que apontam estrat gias de mudan a, no entanto o conhecimento incipiente deste fen meno impede qualquer tipo de actua o, servindo apenas para o acumular ineficaz de medidas (Costa & Vale, 1998).

4 Palavras-chave: AGRESSIVIDADE , Escola, Teorias, Factores, Avalia o, Interven o. Pedro Miguel Lopes de Sousa Os comportamentos agressivos, particularmente nas escolas, s o uma tem tica que cada vez mais preocupa a sociedade, principalmente pela amplitude que tem alcan ado. Imp e-se, ent o, a quest o: ter a AGRESSIVIDADE aumentado em propor es alarmantes, ou ter-nos-emos n s tornado mais sens veis face sua maior visibilidade social? (Costa & Vale, 1998; Ramirez, 2001). Independentemente da opini o que cada um possa ter, o certo que este problema n o recente, nem t o pouco um fen meno novo.

5 A opini o p blica, os partidos pol ticos e os meios de comunica o social parecem cada vez mais atentos, sucedendo-se not cias de casos alarmantes de AGRESSIVIDADE , nomeadamente em escolas, suscitando a cria o de espa os de debate e reflex o. A escola surge, pois, como uma pe a fulcral neste puzzle, constituindo-se como um palco vital de tens es, conflitos e agress es. A preocupa o redobrada quando pensamos na escola como um local de aprendizagem e de aquisi o de normas e valores, onde os alunos constroem a sua personalidade e uma identidade pr pria. Actualmente, cientificamente incorrecto afirmar que o ser humano tem uma tend ncia inata para a guerra ou para outras condutas violentas, tal como incorrecto afirmar que a evolu o natural seleccionou preferencialmente as condutas agressivas s demais condutas (APA, 1990, in Ramirez, 2001).

6 Ou seja, importa clarificar e desmistificar certas ideias err neas neste mbito e isso que este artigo procura realizar, sintetizando as principais posi es defendidas por alguns autores relativamente AGRESSIVIDADE em CONTEXTO ESCOLAR . Para tal, definiram-se os seguintes objectivos: Clarificar a indefini o conceptual na esfera da AGRESSIVIDADE ; Identificar diferentes tipos de AGRESSIVIDADE ; Descrever as concep es psicol gicas e modelos explicativos mais relevantes; Apontar poss veis formas de avalia o e estrat gias de interven o. Para tal, o artigo encontra-se estruturado em quatro pontos principais.

7 Num primeiro momento, ir-se- conceptualizar esta tem tica, nas suas diversas vertentes, procurando esclarecer um pouco da indefini o conceptual de que se reveste esta problem tica. Num segundo momento, o foco de aten o centra-se na AGRESSIVIDADE , onde ir-se- o tamb m abordar, de uma forma geral, conceitos como o de vandalismo, perturba es de comportamento, indisciplina, bullying e viol ncia, que tamb m possuem actualmente uma enorme visibilidade Pedro Miguel Lopes de Sousa social. Numa an lise mais pormenorizada, descrever-se- o, de forma sucinta: os tipos de AGRESSIVIDADE (salientando a especificidade da AGRESSIVIDADE nas escolas), as vari veis intervenientes e algumas abordagens explicativas do fen meno, as formas de avalia o e, por ltimo, algumas poss veis estrat gias de interven o.

8 Num terceiro momento, s o referidos, de forma sucinta, alguns estudos realizados na rea da AGRESSIVIDADE , tanto a n vel nacional como internacional. Por ltimo, s o apresentadas algumas considera es finais, uma s mula conclusiva do artigo. 1. QUEST ES DE CONCEPTUALIZA O Uma leitura r pida de algumas obras alusivas a esta tem tica revela imediatamente uma falta de consenso na distin o de conceitos, remetendo para dom nios diversificados como AGRESSIVIDADE , vandalismo, perturba es de comportamento, indisciplina, bullying e viol ncia. As fronteiras existentes entre estes dom nios parecem ser muito t nues, havendo, por vezes, dificuldade na defini o do objecto de estudo por parte dos investigadores.

9 Neste sentido, procurar-se- o esclarecer alguns desses conceitos. Uma abordagem inicial ao conceito de AGRESSIVIDADE pode traduzir-se na sua defini o como uma forma de conduta com o objectivo de ferir algu m, f sica ou psicologicamente (Berkowitz, 1993, in Ramirez, 2001). Esta perspectiva aponta, portanto, um car cter intencional AGRESSIVIDADE , onde o indiv duo procura obter algo, coagir outrem, demonstrar poder e dom nio. A AGRESSIVIDADE humana surge associada (..) capacidade ou potencialidade de algu m provocar malef cios, ofensas preju zos ou destrui es, materiais ou morais, a outra pessoa ou a si mesmo (.)

10 (Abreu, 1998, p. 133). Esta aqui considerada n o como sendo de origem inata ou instintiva, mas como sendo uma potencialidade de ac o face a situa es de frustra o, bloqueadoras do desenvolvimento. Comparando as defini es dos manuais de diagn stico dos dist rbios mentais quer da Associa o Americana de Psiquiatria (APA) quer da Organiza o Mundial de Sa de (OMS) verifica-se que a AGRESSIVIDADE integrada nos dist rbios da personalidade (Ramirez, 2001). No entanto, Bert o (2004) refere que a AGRESSIVIDADE essencial na sobreviv ncia, desenvolvimento, defesa e adapta o dos indiv duos.


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