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APRENDIZAGEM - psicologia.pt

Carlos Vila, Sandra Diogo, Anabela Vieira 1 Documento produzido em 25-01-2009 APRENDIZAGEM Trabalho realizado na disciplina Psicologia Geral da Licenciatura de Psicologia 2008 Carlos Vila Sandra Diogo Anabela Vieira Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes Docente: Dr. Nora Cavaco Email: RESUMO Este trabalho tem como objectivo principal dar a conhecer as v rias teorias, m todos, experi ncias e investigadores que se debru aram no estudo da APRENDIZAGEM , a n vel dos comportamentos e das suas modifica es, em fun o das respostas e est mulos criados atrav s dos factores biol gicos, sociais, ambientais fomentando um desenvolvimento no comportamento do indiv duo. Palavras-chave: APRENDIZAGEM , comportamento, habitua o, modela o, est mulos, reflexos, observa o, refor os, condicionamentos INTRODU O Pretende-se com este trabalho abordar as diferentes teorias de APRENDIZAGEM , e compreender o que a APRENDIZAGEM .

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1 Carlos Vila, Sandra Diogo, Anabela Vieira 1 Documento produzido em 25-01-2009 APRENDIZAGEM Trabalho realizado na disciplina Psicologia Geral da Licenciatura de Psicologia 2008 Carlos Vila Sandra Diogo Anabela Vieira Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes Docente: Dr. Nora Cavaco Email: RESUMO Este trabalho tem como objectivo principal dar a conhecer as v rias teorias, m todos, experi ncias e investigadores que se debru aram no estudo da APRENDIZAGEM , a n vel dos comportamentos e das suas modifica es, em fun o das respostas e est mulos criados atrav s dos factores biol gicos, sociais, ambientais fomentando um desenvolvimento no comportamento do indiv duo. Palavras-chave: APRENDIZAGEM , comportamento, habitua o, modela o, est mulos, reflexos, observa o, refor os, condicionamentos INTRODU O Pretende-se com este trabalho abordar as diferentes teorias de APRENDIZAGEM , e compreender o que a APRENDIZAGEM .

2 Parte-se do conceito de que uma APRENDIZAGEM n o mais Carlos Vila, Sandra Diogo, Anabela Vieira 2 Documento produzido em 25-01-2009 do que a incorpora o de um novo comportamento, no quotidiano do sujeito e que o ser humano inicia a sua vida aprendendo formas de viver. Se se pensar que a primeira APRENDIZAGEM do individuo talvez a de aprender a mamar e que ao longo da sua vida, esta ac o se vai modificar paulatinamente, adaptando-se ao meio social. Depreende-se que h formas diferentes de aprender. Assim como h necessidade de aprender comportamentos sociais, nesse sentido a APRENDIZAGEM torna-se numa obriga o para o sujeito, pois um comportamento desadaptado pressup e de alguma forma de exclus o social. Da mesma maneira que h , ou dever haver tipos de APRENDIZAGEM diferenciados, parece pertinente afirmar que tamb m h sujeitos que aprendem de maneira diferente, uma vez que cada indiv duo nico.

3 CONCEITOS De acordo com Noronha, M. e Noronha, F. E. Z. aprender incorporar um novo comportamento. Entendendo o comportamento como um acto humano, com sentido, uma forma de comunicar e expressar desejos humanos. Os autores referem que o indiv duo nico, logo atribui significado pr prio a cada um dos seus comportamentos que diferem do significado atribu do pelos outros indiv duos. Assim necess rio entender as aprendizagens incorporadas em cada um dos comportamentos. Segundo os autores Gleitman, H., Fridlund, A. e Reisberg, D., alguns te ricos da APRENDIZAGEM sugerem que o indiv duo nasce com uma s rie de reflexos inatos e que estes podem ser e s o desenvolvidos pelo processo de APRENDIZAGEM . Neste sentido, Monteiro, M. e Ferreira, P. referem que nem todo o comportamento e nem todas as altera es deste, s o resultado de aprendizagens, uma vez que h todo um conjunto de comportamentos que fazem parte da nossa matriz gen tica, tais como: respirar, fazer a digest o, pestanejar, etc.

4 Os autores referem ainda, que uma altera o num comportamento pode n o ser devido APRENDIZAGEM , mas sim a uma patologia ou les es. Pode-se citar o caso de uma depress o ou de uma doen a degenerativa. Contudo, Feldman, S. R. define a APRENDIZAGEM como sendo um processo pelo qual se altera o comportamento. Altera o essa que permanente e duradoura e que ocorre pela experi ncia, treino, exerc cio ou estudo. Segundo o mesmo autor, quando adquirido um comportamento h uma parte que adv m da APRENDIZAGEM , todavia, o desempenho do comportamento aprendido deriva tamb m da maturidade, isto , factores de ordem biol gica, ou factores de ordem social que promovem um Carlos Vila, Sandra Diogo, Anabela Vieira 3 Documento produzido em 25-01-2009 melhor desempenho de um comportamento. Por exemplo: uma crian a que come a a andar vai melhorando o seu desempenho medida que factores fisiol gicos v o ganhando matura o.

5 Da mesma maneira que factores sociais, neste caso os factores familiares, incentivam a crian a a melhorar e a desenvolver o andar, isto pass vel de ser entendido luz de Piaget. Segundo Piaget, o desenvolvimento cognitivo infantil faz-se por est dios de desenvolvimento, ou seja, a natureza e a forma das aprendizagens mudam ao longo do tempo, mostrando que cada nova APRENDIZAGEM adv m da matura o de uma estrutura anterior e da abertura de uma nova estrutura. Segundo Sprinthall, A. N. e Sprinthall, C. R. no desenvolvimento da crian a h per odos cr ticos e per odos ptimos, durante os quais uma APRENDIZAGEM mais f cil de ser adquirida, ou per odos onde um treino prematuro de um comportamento pode ser prejudicial. Os autores citando Tolman, definem a APRENDIZAGEM como sendo uma ac o intencional, isto , toda a APRENDIZAGEM dirigida para um objectivo.

6 O sujeito n o aprende casualmente ou de forma ca tica, uma vez que quando se aprende h um empenhamento, um desejo de aprender e dar significado ao comportamento. Tolman introduziu o conceito de mapas cognitivos na APRENDIZAGEM do indiv duo. TIPOS DE APRENDIZAGEM APRENDIZAGEM por Habitua o Segundo Gleitman, H. e Fridlund, e Reisberg, D. esta APRENDIZAGEM talvez a mais simples, tem a ver com as recorda es das experi ncias anteriores do indiv duo, ou seja, com as mem rias que lhe s o familiares. Naturalmente, o indiv duo tem a tend ncia de deixar de responder, de n o atribuir import ncia a est mulos do meio que se lhe torna familiares atrav s da repeti o da apresenta o desse mesmo est mulo. Um est mulo que inicialmente pode suscitar uma reac o no organismo, ao fim, de algumas repeti es da apresenta o desse mesmo est mulo, o organismo deixa de reagir, o que significa que est habituado.

7 Por exemplo os citadinos est o de tal forma habituados aos sons inerentes da cidade que os ignoram, em contrapartida reagem aos sons da natureza, quando est o na natureza. A habitua o extremamente ben fica para o indiv duo, pois permite seleccionar do meio os est mulos que podem provocar reac es negativas e ignorar os est mulos que lhes s o familiares. A mem ria tem um aspecto fundamental para o reconhecimento do est mulo e assim n o provocar a resposta. Carlos Vila, Sandra Diogo, Anabela Vieira 4 Documento produzido em 25-01-2009 Monteiro, M. e Ferreira, P. mencionam que a habitua o a capacidade que o individuo tem de se habituar aos est mulos visuais ou auditivos do meio ambiente, seleccionando os e reagindo s aos est mulos que lhes interessa, ignorando os outros. Deste modo real am a import ncia da habitua o, no sentido do indiv duo aprender a n o reagir a determinados est mulos, seleccionando apenas os que mais lhe conv m, focando a sua aten o, no que lhe mais central, contribuindo assim de alguma forma para uma maior qualidade de vida do indiv duo.

8 APRENDIZAGEM Social ou por Modelagem Diversos autores referem Bandura como sendo o investigador que desenvolveu v rias experi ncias com crian as que fundamentavam a import ncia da APRENDIZAGEM social ou por modela o. Sprinthall, A. N. e Sprinthall, C. R. definem a APRENDIZAGEM social, como tudo aquilo que o indiv duo aprende atrav s da imita o social, no decorrer das rela es inter-pessoais. O indiv duo pode aprender ou modificar o comportamento, em virtude, da resposta dos outros indiv duos. No dizer de Bandura, cit. pelos autores acima mencionados, o comportamento, as estruturas cognitivas e o meio, interagem de tal forma que s o insepar veis umas das outras. Os indiv duos s o o resultado do meio, contudo, eles podem escolher ou modificar o meio, ou seja, h uma inter-rela o e uma interdepend ncia entre os sujeitos e o meio. Contrariando, de algum modo as teorias comportamentalistas sobre a APRENDIZAGEM , Bandura apresenta, a APRENDIZAGEM como sendo uma imita o do comportamento dos outros.

9 Mais especificamente, a imita o de um modelo, sendo estas aprendizagens isentas de refor o, isto , um comportamento adquirido pela imita o de um modelo n o necessita de ser refor ado. Segundo Bandura, uma crian a aprende comportamentos positivos e comportamentos negativos imitando o outro. O autor refere que atrav s de um mecanismo de modelagem que se aprende. Monteiro, M. e Ferreira, P. apresentam-nos a seguinte experi ncia de Bandura: juntou 32 raparigas e 32 rapazes de idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos que foram separados em tr s salas, com tr s situa es diferentes: 1. Com um adulto (modelo) que gritava e dava pontap s num boneco insufl vel; 2. Com um adulto com um comportamento normal, sem qualquer agressividade; 3. Sem nenhum modelo. Carlos Vila, Sandra Diogo, Anabela Vieira 5 Documento produzido em 25-01-2009 Todas as salas tinham o mesmo n mero de crian as agressivas, Bandura conclui que: as crian as que faziam parte da sala, cujo modelo apresentava comportamentos agressivos, imitavam exactamente os comportamentos que tinham observado.

10 As crian as que faziam parte do grupo em que o modelo demonstrava um comportamento sem agressividade, n o apresentavam modifica es no seu comportamento. Figura 01: Crian as na sala de aula Pode-se concluir que, num contexto social, os comportamentos agressivos podem ser aprendidos por observa o e imita o. Contudo, as manifesta es desses mesmos comportamentos podem estar relacionadas com o contexto social, com a APRENDIZAGEM , com as experi ncias anteriores. A tend ncia para a agressividade pode ser estimulada ou inibida. H toda uma s rie de factores que podem induzir agress o, por exemplo, a ingest o de lcool, temperaturas mais elevadas e culturas mais individualizadas. Da que nem todas as crian as que observam comportamentos agressivos os imitem. N o suficiente observar e conservar o comportamento para proceder sua imita o. O processo de o colocar em pr tica, pode depender de factores internos do pr prio sujeito e das suas compet ncias.


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